Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Mistral direcionará novo aporte à infraestrutura própria de inteligência artificial

Empresa francesa avaliada em mais de 21 bilhões de euros usará os recursos para ampliar computação, dados e desenvolvimento de modelos.

Mistral direcionará novo aporte à infraestrutura própria de inteligência artificial
Foto: Alice Labate/Estadão

A Mistral pretende usar a nova rodada de financiamento para ampliar sua infraestrutura própria de inteligência artificial, com centros de dados e contratação de capacidade computacional. Liderado pela Samsung Electronics, o aporte foi de 3 bilhões de euros (US$ 3,5 bilhões) e elevou a avaliação da startup francesa para mais de 21 bilhões de euros, cerca de US$ 24 bilhões, informou a empresa nesta terça-feira, 8.

Arthur Mensch, CEO e cofundador da Mistral, afirmou que a companhia quer reduzir gradualmente a dependência de capacidade computacional externa. “A longo prazo, o plano é depender totalmente da capacidade que estamos construindo internamente”, disse. Segundo ele, a quantidade de poder computacional sob controle da empresa deverá crescer cerca de 100% nos próximos cinco anos.

Também participaram da rodada o Scaleup Europe Fund, fundo apoiado pela União Europeia e administrado pela EQT, e a PSG Equity, que já investia na Mistral. Há cerca de 12 meses, a empresa havia sido avaliada em 11,7 bilhões de euros após uma rodada liderada pela ASML, fabricante holandesa de equipamentos para semicondutores.

A Mistral pretende treinar “modelos maiores e mais rápidos” e mantém uma estratégia baseada em modelos de inteligência artificial de código aberto e em soluções desenvolvidas com empresas. A companhia já trabalha com a ASML para integrar IA a processos de fabricação e planeja adotar uma abordagem semelhante com a Samsung.

No início deste ano, Mensch havia projetado que a receita recorrente anual da Mistral ultrapassaria US$ 1 bilhão em 2026. Agora, afirmou esperar superar essa marca se tudo correr conforme o previsto, sem divulgar uma nova estimativa.

A empresa busca se apresentar como alternativa europeia à OpenAI e à Anthropic, além de disputar espaço com companhias chinesas que desenvolvem modelos de código aberto. Mensch disse que os próximos modelos da Mistral serão lançados “muito em breve” e serão “muito competitivos”.

Para o executivo, manter o treinamento internamente ajuda a garantir continuidade aos clientes em um setor sujeito a mudanças rápidas. A Mistral também aponta incertezas sobre atualizações de longo prazo e possíveis restrições de exportação como dificuldades para empresas europeias que adotam modelos chineses.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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