ITÁLIA — Pamela Anderson afirmou que o trabalho artístico foi decisivo para reconstruir sua relação consigo mesma depois do diagnóstico de hepatite C e das experiências emocionais associadas à doença. A atriz recebeu o Prêmio de Coragem no Gala amfAR Venezia 2026, realizado no domingo (6), e falou sobre sua trajetória durante o evento.
Na década de 1990, um médico disse a Pamela que ela provavelmente teria apenas mais dez anos de vida, porque ainda não existia um tratamento capaz de curar a infecção. A previsão teve impacto especialmente na maneira como ela lidava com a preocupação em relação aos filhos, que eram pequenos naquele período.
“Foi uma sentença de morte. Foi o que meu médico me disse: que eu provavelmente teria cerca de 10 anos de vida”, afirmou a atriz, conhecida por interpretar a personagem de “Baywatch” (S.O.S. Malibu no Brasil).
Tratamento e cura
O avanço das terapias modificou esse cenário. Em 2011, novos tratamentos passaram a oferecer a possibilidade de eliminar o vírus da hepatite C. Pamela disse que conseguiu se curar em 2015, mas relatou que precisou gastar “tudo o que tinha” para ter acesso ao tratamento.
Mesmo depois da cura, ela afirmou que as marcas emocionais daquele período continuaram presentes. Pamela associou os sentimentos de vergonha e culpa relacionados à doença ao abuso sexual que sofreu na infância, descrevendo essa experiência como algo que permaneceu em sua vida.
A atriz também disse que encontrou nas artes uma forma de expressar sua verdade e explorar diferentes dimensões de si mesma. Para ela, esse processo contribuiu para uma mudança na forma de interpretar a própria história.
“Não sou uma vítima, sou uma vencedora. Sou forte e capaz, mais agora do que jamais poderia ter sonhado… Não sou uma donzela em perigo, por mais fácil que seja desempenhar esse papel”, declarou Pamela ao definir como prefere se enxergar atualmente.








