A preocupação de jovens brasileiros com a inteligência artificial aumentou 12 pontos percentuais desde o ano passado, passando de 32% para 44%. O grupo, formado por pessoas de 18 a 34 anos, superou os jovens dos Estados Unidos, da Austrália e do Japão nesse indicador, conforme pesquisa global do Pew Research Center.
O mercado de trabalho é o principal motivo de apreensão entre os brasileiros. Para 42%, a inteligência artificial deve resultar em menos vagas de emprego nos próximos anos. Apenas 13% acreditam que a tecnologia criará mais oportunidades, enquanto 34% ainda têm dúvidas.
Percepção sobre a tecnologia
O levantamento ouviu 42 mil pessoas de 37 países. No Brasil, 52% disseram estar mais preocupados do que empolgados com a expansão das IAs. Outros 8% afirmaram sentir mais empolgação, e 33% relataram dividir as duas percepções.
O índice brasileiro ficou acima da média global e próximo do registrado nos Estados Unidos. Israel apresentou a maior parcela de pessoas mais empolgadas com a inteligência artificial, com 29%. No Sri Lanka, 19% demonstraram preocupação, o menor percentual entre os países citados.
A pesquisa também identificou receio entre os brasileiros sobre os efeitos da IA na desigualdade social. Para 24%, a tecnologia aumentará a diferença entre ricos e pobres. Já 35% não esperam mudanças nesse aspecto. A Coreia do Sul teve o maior percentual de entrevistados que veem esse risco, com 54%.
Contato com o tema
Apesar do aumento da preocupação, parte dos brasileiros ainda teve pouco contato com informações sobre inteligência artificial. Vinte e sete por cento disseram não ter lido nem ouvido nada a respeito. Outros 42% viram ou ouviram um pouco, enquanto 31% tiveram mais contato com o assunto.
A parcela que declarou ter tido bastante contato cresceu de 22% em 2025 para 31% em 2026. Entre pessoas com mais de 50 anos, o pessimismo em relação à inteligência artificial continua presente. Em outros países, jovens também associam o avanço da tecnologia à redução do emprego: essa percepção alcança 74% nos Estados Unidos, 69% entre os canadenses, 66% entre os franceses e 63% entre os suecos.








