SÃO PAULO — Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) foi decisivo no atendimento à população durante a pandemia de Covid-19 e criticou a condução do governo de Jair Bolsonaro no período. A declaração foi feita neste sábado (5), durante visita ao Hospital de Amor de Barretos, em São Paulo.
Lula disse que o sistema público era alvo de críticas antes da pandemia e que parte da iniciativa privada se opôs à sua criação durante a elaboração da Constituição Federal de 1988. “O SUS foi achincalhado, foi avacalhado”, afirmou.
Na avaliação do presidente, profissionais de saúde impediram um número maior de mortes durante a emergência sanitária. Ele declarou que pelo menos 400 mil mortes poderiam ter sido evitadas caso o governo tivesse seguido orientações científicas. Lula acrescentou que não era necessário que a gestão da época soubesse conduzir todos os aspectos da crise, mas que deveria ter ouvido a ciência.
O presidente também reagiu a declarações sobre vacinas atribuídas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “Dizer que a vacina faz a pessoa virar gay, dizer que a vacina faz a pessoa virar jacaré, é crime”, disse. Lula pediu que a vacinação não fosse desmerecida.
Atendimento gratuito
O Hospital de Amor de Barretos é um centro oncológico que atende gratuitamente pacientes do SUS. Lula esteve no local acompanhado da primeira-dama Janja da Silva e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Durante a visita, o presidente comparou o acesso à saúde pública no Brasil com os serviços disponíveis nos Estados Unidos. Segundo Lula, mesmo no país mais rico do mundo, a população pobre não dispõe do que existe no Brasil.
Após a agenda em Barretos, o candidato tinha compromisso previsto em São José do Rio Preto, em São Paulo.








