Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Idade não impede doação de órgãos em vida, mas exige avaliação médica detalhada

Ministério da Saúde informa que idosos podem doar órgãos em vida, desde que exames indiquem segurança para doador e receptor.

Idade não impede doação de órgãos em vida, mas exige avaliação médica detalhada

A idade, por si só, não impede a doação de órgãos em vida. O Ministério da Saúde informa que é possível doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula ou parte dos pulmões. Em todos os casos, é necessária compatibilidade sanguínea.

A autorização depende de uma avaliação médica da história clínica, de doenças prévias e das condições gerais do possível doador. Para pessoas com mais de 60 anos, a análise tende a ser ainda mais cuidadosa por causa dos riscos futuros associados à retirada do órgão.

Doação entre familiares

Em 2023, Arivaldo Sampaio, então com 69 anos, tornou-se doador do filho, que havia perdido a função do único rim após passar por hemodiálise quase diária. A família se colocou à disposição para a doação, e os exames apontaram compatibilidade total entre pai e filho.

Arivaldo foi considerado apto depois de exames que avaliaram a saúde do rim. “Tive a felicidade de descobrir que eu era compatível”, contou. A recuperação foi tranquila, e o filho deixou o hospital com o órgão funcionando.

Três anos depois, Arivaldo mantém uma rotina de atividade física pelo menos cinco vezes na semana, com corrida, musculação e alongamento. Uma vez ao ano, ele realiza consultas e exames no Hospital Universitário de Brasília (HUB), responsável pela coordenação do transplante.

A legislação brasileira permite a doação entre parentes de até o quarto grau e cônjuges sem autorização judicial. Nos casos em que não existe esse grau de parentesco, a doação depende de autorização judicial.

Avaliação individualizada

O nefrologista Geraldo Freitas, da Unidade de Transplantes do HUB, afirma que a análise busca preservar a segurança de quem doa e de quem recebe. O procedimento inclui exames de sangue e urina, avaliação da função dos rins, exames de imagem e análise cardiovascular.

A decisão considera o estado geral de saúde, a expectativa de vida, a possibilidade de permanecer saudável com um único rim e a aceitação dos riscos cirúrgicos. Também são avaliados o receptor e o órgão que será transplantado.

Hipertensão, diabetes, problemas cardiovasculares e alterações da função renal podem elevar os riscos ou contraindicar a doação. Ainda assim, quando essas condições estão ausentes, a função renal é adequada e a avaliação médica indica boas condições, a pessoa pode ser doadora.

Em 2025, o Brasil registrou 4.335 doadores efetivos, taxa de 20,3 doadores por milhão de pessoas. Ao mesmo tempo, 49,4 mil brasileiros aguardavam na fila de transplantes, conforme dados do Sistema Nacional de Transplantes.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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