Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Aedo registra mais de 32 mil intenções de doação de órgãos no país

Serviço gratuito permite formalizar a decisão pela internet; Paraná aparece em segundo lugar no número de solicitações.

Aedo registra mais de 32 mil intenções de doação de órgãos no país

Mais de 32 mil brasileiros já registraram em cartórios de notas a intenção de doar órgãos por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo). Lançado em 2024, o serviço é gratuito e pode ser feito integralmente pela internet.

A iniciativa ganha destaque durante o Setembro Verde, período dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos. No Brasil, mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

Como funciona

O interessado deve acessar a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preencher os dados pessoais e escolher um cartório de notas. Depois, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar a identidade e a intenção de doar.

O documento é assinado eletronicamente e incluído na Central Nacional de Doadores de Órgãos. A consulta pode ser feita por profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes. O procedimento não exige comparecimento presencial ao cartório.

Também é possível indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo serão doados e revogar a autorização a qualquer momento, de acordo com o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF).

Solicitações por estado

Dados dos Cartórios de Notas apontam 32.587 solicitações de Aedo no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e 5.042 em 2026, conforme os dados mais recentes da plataforma. A Aedo registra pedidos em todas as unidades da Federação.

São Paulo lidera o número de manifestações, com 9.399 solicitações. O Paraná aparece em seguida, com 3.818, à frente de Rio de Janeiro, com 2.930; Minas Gerais, com 2.172; e Rio Grande do Sul, com 2.012.

A demanda por transplantes inclui cerca de 45 mil pessoas à espera de um rim. Na fila por uma córnea, há 37.719 pacientes, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). O número é 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

A retirada de órgãos após a morte depende da autorização da família, mesmo quando a pessoa declarou em vida que pretendia ser doadora. A taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%. Entre os motivos estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador e dúvidas relacionadas ao procedimento.

“A decisão final continua sendo da família”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF. Segundo ele, além de registrar a vontade, é importante conversar com os familiares sobre a decisão.

O Dia Nacional de Doação de Órgãos será celebrado em 27 de setembro. A data busca estimular a discussão sobre o tema e incentivar a comunicação da vontade de doar aos familiares.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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