Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Haddad atribui liberação das bets a Temer e critica falta de medidas no governo Bolsonaro

Ex-ministro afirma que gestão Lula regulamentou as apostas online, restringiu o acesso de grupos vulneráveis e criou a autoexclusão.

“Bolsonaro teve quatro anos para fazer alguma coisa e não fez nada” sobre bets, diz Haddad

Fernando Haddad afirmou que a liberação das apostas esportivas online ocorreu durante o governo de Michel Temer, e não nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao podcast Três Irmãos, o ex-ministro da Fazenda também criticou Jair Bolsonaro por não ter criado regras para o setor durante seu mandato.

Haddad disse que o governo Lula encontrou um mercado de apostas em funcionamento sem controles adequados e adotou normas para as plataformas. Entre as medidas citadas estão a proibição de apostas para beneficiários do Bolsa Família e crianças, além da possibilidade de qualquer pessoa solicitar a própria exclusão das casas de apostas, sem poder desfazer a decisão.

“Não foi o Lula que liberou as bets, foi o Temer. Bolsonaro teve quatro anos para fazer alguma coisa e não fez nada”, escreveu Haddad.

Segundo o ex-ministro, a regulamentação também ampliou a fiscalização e estabeleceu restrições para grupos considerados mais vulneráveis. Ele afirmou ainda que o Ministério da Saúde participa do atendimento e do acompanhamento de pessoas que desenvolveram dependência em jogos de apostas.

Haddad reconheceu, porém, que as medidas não encerram os problemas relacionados ao crescimento das apostas online. Na avaliação dele, a dimensão da questão é maior do que costuma ser percebida pela sociedade.

“Isso é suficiente? Não. O problema é muito mais grave do que parece”, afirmou.

O ex-chefe da Fazenda também disse que, antes da regulamentação adotada pela gestão atual, não havia cobrança de tributos sobre o lucro líquido das empresas de apostas. A declaração foi apresentada como parte da crítica à ausência de controle e de arrecadação sobre o setor em períodos anteriores.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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