Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Entidades levam ao STF pedido contra proibição de bets no Brasil

ANJL e IBJR contestam medida provisória de Lula e alegam falta de urgência e de estudos técnicos para barrar as apostas.

Entidades levam ao STF pedido contra proibição de bets no Brasil
Foto: @Lula via YouTube

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 28, a derrubada da medida provisória editada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. A norma proibiu o funcionamento, a publicidade e a oferta de apostas esportivas e jogos virtuais no Brasil.

O pedido foi encaminhado ao gabinete do ministro Luiz Fux, responsável por ações que discutem as regras do mercado de apostas. A medida também determinou o cancelamento das licenças de empresas que já atuavam de maneira legalizada.

Argumentos apresentados ao STF

As entidades afirmam que o Executivo utilizou uma medida provisória sem comprovar urgência que justificasse a decisão. Também questionam a ausência de estudos técnicos e de uma exposição clara dos motivos para interromper as atividades do setor.

Na petição, ANJL e IBJR informam que protocolaram um pedido de acesso à informação no dia 20 de setembro. O objetivo era obter do Ministério da Fazenda os estudos que poderiam embasar uma eventual proibição das bets.

A resposta do ministério, registrada em 24/09/2026, informou que os documentos não existiam. “não foram identificados estudos, notas técnicas, pareceres, relatórios ou outros documentos especificamente destinados a avaliar os impactos econômicos, fiscais, regulatórios ou sociais decorrentes de eventual proibição”, afirmam as associações no documento.

As entidades também sustentam que o valor movimentado pelas apostas no primeiro semestre de 2026 foi menor que no ano anterior. Para elas, esse dado contraria a avaliação de que o mercado estaria crescendo sem controle.

No pedido, as associações dizem ainda que a decisão foi tomada sem relatórios capazes de medir os efeitos financeiros e sociais da proibição. O STF deverá analisar a contestação apresentada contra a medida provisória.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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