A negociação para a venda de 15% da Rumo Logística permanece aberta, mas o Grupo México recuou na fase final do processo. O anúncio pode ocorrer até o final deste mês, embora as discussões sobre governança ainda impeçam que o acordo seja considerado certo. A operação é estimada em cerca de R$ 5 bilhões.
O principal impasse envolve a influência do novo sócio nas decisões da companhia. O Grupo México, que atua em mineração, transportes e infraestrutura, queria ampliar seu poder de decisão em alguns negócios, segundo uma fonte com conhecimento das conversas. A participação colocaria o comprador no bloco de controle da Rumo.
Cofco e Bunge continuam na negociação. O preço também é um ponto crítico: o valor pedido pela fatia inclui um prêmio em relação à cotação da Rumo na bolsa, associado ao acesso ao controle. Nesta sexta-feira, a companhia é avaliada em R$ 26,6 bilhões na B3.
Estrutura acionária e preço
A Cosan é a acionista de referência da Rumo, com pouco mais de 20% das ações. A venda de apenas parte dessa participação evita a necessidade de uma oferta de compra de todas as ações da companhia.
O valor da participação já havia influenciado a saída do Grupo Ultra e da Inpasa, que também analisaram o negócio. A avaliação segue sendo debatida porque, embora a Rumo tenha ativos considerados atraentes e perspectivas de retorno, os interessados buscam uma entrada vantajosa e clareza sobre a possibilidade de executar sua estratégia.
A discussão sobre o preço também ocorreu entre os sócios BTG Pactual, Rubens Ometto e Perfin. Ometto e a Perfin defendem que a ação da Rumo está depreciada na bolsa. A empresa possui uma das principais malhas ferroviárias de transporte de cargas do Brasil, ligando áreas produtoras do agronegócio e da indústria aos principais portos exportadores do país.
Cosan, Grupo México, Cofco e Bunge não comentaram até a publicação.








