Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Governança e preço travam venda de 15% da Rumo ao Grupo México

Negociação pela participação da Rumo continua aberta, com Cofco e Bunge no processo e questões sobre controle ainda sem solução.

Governança e preço travam venda de 15% da Rumo ao Grupo México
Foto: Tiago Queiroz/Estadão - 22/10/2010

A negociação para a venda de 15% da Rumo Logística permanece aberta, mas o Grupo México recuou na fase final do processo. O anúncio pode ocorrer até o final deste mês, embora as discussões sobre governança ainda impeçam que o acordo seja considerado certo. A operação é estimada em cerca de R$ 5 bilhões.

O principal impasse envolve a influência do novo sócio nas decisões da companhia. O Grupo México, que atua em mineração, transportes e infraestrutura, queria ampliar seu poder de decisão em alguns negócios, segundo uma fonte com conhecimento das conversas. A participação colocaria o comprador no bloco de controle da Rumo.

Cofco e Bunge continuam na negociação. O preço também é um ponto crítico: o valor pedido pela fatia inclui um prêmio em relação à cotação da Rumo na bolsa, associado ao acesso ao controle. Nesta sexta-feira, a companhia é avaliada em R$ 26,6 bilhões na B3.

Estrutura acionária e preço

A Cosan é a acionista de referência da Rumo, com pouco mais de 20% das ações. A venda de apenas parte dessa participação evita a necessidade de uma oferta de compra de todas as ações da companhia.

O valor da participação já havia influenciado a saída do Grupo Ultra e da Inpasa, que também analisaram o negócio. A avaliação segue sendo debatida porque, embora a Rumo tenha ativos considerados atraentes e perspectivas de retorno, os interessados buscam uma entrada vantajosa e clareza sobre a possibilidade de executar sua estratégia.

A discussão sobre o preço também ocorreu entre os sócios BTG Pactual, Rubens Ometto e Perfin. Ometto e a Perfin defendem que a ação da Rumo está depreciada na bolsa. A empresa possui uma das principais malhas ferroviárias de transporte de cargas do Brasil, ligando áreas produtoras do agronegócio e da indústria aos principais portos exportadores do país.

Cosan, Grupo México, Cofco e Bunge não comentaram até a publicação.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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