O JPMorgan reduziu de R$ 25 para R$ 22 por ação o preço-alvo do Banco do Brasil para dezembro de 2027. A instituição manteve recomendação neutra para o papel após atualizar suas projeções com base nos resultados do segundo trimestre. O novo valor indica potencial desvalorização de 3,12% em relação ao fechamento desta quarta-feira (16).
A estimativa de lucro recorrente do banco para 2026 foi cortada em 8%, para R$ 16.879 milhões. O valor representa uma queda de 18% em relação ao ano anterior e corresponde a um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de aproximadamente 9%.
Para 2027, o JPMorgan reduziu em 12% a projeção de lucro recorrente, para R$ 23.524 milhões. A previsão representa recuperação de 39% em relação ao ano anterior, com ROE estimado em aproximadamente 12%.
Fatores de pressão
A revisão das estimativas considera três fatores principais. O primeiro é a expectativa de aumento das provisões. O relatório destaca que o NPL, indicador de créditos inadimplentes, dos cartões de crédito subiu 7,5 pontos porcentuais no último trimestre.
Também pesaram a previsão de menor receita líquida de juros de mercado e a expectativa de receitas mais fracas com participação acionária. Esses fatores levaram o JPMorgan a rever para baixo as estimativas de resultado do Banco do Brasil.
O banco também apontou desafios futuros relacionados aos empréstimos do agronegócio. Na avaliação do JPMorgan, esse segmento pode afetar os resultados, a rentabilidade e o pagamento de dividendos do Banco do Brasil.
Apesar dos riscos, o banco considera que a volatilidade eleitoral ainda é a abordagem mais equilibrada para o Banco do Brasil. A avaliação é de que as ações podem apresentar desempenho melhor mais próximo das eleições.








