A Localiza avançou no ranking latino-americano de ações de transportes elaborado pelo Citi, passando da sexta para a quarta posição. O banco citou a avaliação atrativa do papel, apesar dos riscos atuais e das dificuldades recentes no mercado de automóveis.
A Ecorodovias continua como a principal escolha do Citi entre as empresas brasileiras do setor e aparece em terceiro lugar no ranking geral. Para o banco, a ação oferece assimetria favorável, com uma avaliação capaz de compensar os riscos fundamentais do momento.
A análise está no relatório “Latin America Transportation - Stock Ranking”, assinado por Filipe Nielsen. O estudo considera critérios de avaliação e a percepção sobre o posicionamento dos investidores. No ranking regional, as companhias aéreas aparecem entre as preferidas, com Latam e Copa em destaque.
Mudanças entre as empresas brasileiras
A Motiva perdeu uma posição e caiu da quinta para a sexta colocação. O Citi avalia que os fundamentos da empresa continuam sólidos, mas que a valorização recente em relação aos pares reduziu o potencial de alta. Em reuniões com investidores locais, a companhia apareceu como consenso, o que pode ter contribuído para o desempenho do papel.
No caso da Localiza, o banco afirma que a reação do mercado aos riscos relacionados aos carros teria sido exagerada. O relatório reconhece que as tendências recentes do setor automotivo permanecem desafiadoras no curto prazo, mas considera que a ação é negociada a múltiplos atrativos. A baixa exposição dos investidores ao papel também pode favorecer uma alta.
A incerteza antes das eleições presidenciais aumentou, na avaliação do Citi, a procura por ações de maior qualidade e perfil defensivo. Latam e Copa também são citadas nesse grupo, embora investidores demonstrem preocupação com a exposição da Latam ao Brasil.
A JSL ganhou uma posição após a elevação recente da recomendação para compra. Hidrovias e Rumo permaneceram no fim da lista. Sobre a Rumo, o Citi afirma que o foco em geração de caixa melhorou a percepção sobre os fundamentos, mas que o posicionamento ainda depende das expectativas para a venda da participação da Cosan.
Entre investidores, há preocupação de que uma eventual compra dessa participação por COFCO ou Bunge provoque conflitos de interesse. O banco avalia que uma notícia recente tende a sustentar uma reação negativa do mercado.








