RIO DE JANEIRO — O Avenged Sevenfold encerrou o segundo dia do Rock in Rio 2026 com 25 minutos de atraso, provocado por ajustes no palco. A banda americana de metal progressivo abriu a apresentação com o playback de “Nightcall”, repetindo o ritual adotado em 2024, e ganhou a atenção do público ao tocar “Nightmare”, seu maior hit.
O show ocorreu após apresentações de Sepultura, Bring Me The Horizon e Bad Omens, entre outras atrações do dia dedicado ao metal. Apesar do início com o público aparentemente disperso, a banda retomou o controle da plateia logo nos primeiros acordes.
Voz e repertório
A condição vocal de M. Shadows era uma das dúvidas antes da apresentação. O vocalista enfrentou um hematoma nas cordas vocais em 2017 e voltou a ter o problema em setembro de 2025, quando o grupo cancelou apresentações previstas para a América Latina. No Rock in Rio, porém, Shadows cantou com potência desde o começo, incluindo “Magic” e “Afterlife”.
Os guitarristas Synyster Gates e Zacky Vengeance também se destacaram. Gates usou a passarela lateral para tocar mais perto do público. A banda ainda incluiu músicas do EP “Statica”, lançado neste ano e formado por quatro faixas com sonoridade mais eletrônica e efeitos na voz de Shadows.
O repertório também teve “Shepherd of Fire”, “Buried Alive”, “Seize the Day”, “The Stage”, “Hail to the King”, “So Far Away”, “Bat Country”, “Unholy Confessions” e “A Little Piece Of Heaven”. Em “Bat Country”, os músicos foram para a beira da plataforma.
Fogo no Palco Mundo
A apresentação contou com fogos de artifício e máquinas de fogo instaladas no teto do Palco Mundo e nas torres de iluminação. Sinalizadores foram acesos por grupos na plateia, mas os seguranças estavam posicionados e agiram para apagá-los.
Antes do fim, Shadows afirmou ser amigo de todas as bandas que tocaram naquele dia e pediu que as desavenças fossem deixadas de lado. A mensagem acompanhou o clima pacífico observado na Cidade do Rock, apesar dos moshs que ocorreram durante o festival.



