Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Brasil

Mais ETFs na carteira não garantem diversificação, alerta análise

A concentração em empresas, setores ou estratégias semelhantes pode manter os mesmos riscos mesmo com vários fundos de índice.

Mais ETFs na carteira não garantem diversificação, alerta análise
Foto: Arte: Victoria Fuoco/Imagens: Adobe Stock

O mercado brasileiro de ETFs completa 22 anos e já supera 190 fundos listados. Desde o lançamento do PIBB11, primeiro ETF do país, a indústria passou a oferecer alternativas com diversificação, custos mais baixos e vantagens tributárias.

No mundo, o setor também ampliou a oferta. Em agosto de 2026, havia mais de 17.000 ETFs disponíveis, com US$ 23 trilhões em ativos sob gestão. Os recursos estão bastante concentrados em três grandes casas: BlackRock, por meio da Ishares, Vanguard e State Street.

Quantidade de fundos não mede o risco

A expansão deixou de se limitar aos principais índices globais. Hoje, há ETFs voltados a temas como defesa, semicondutores, urânio, baterias e energia limpa, além de fundos focados em países e setores.

A avaliação, porém, não deve considerar apenas a quantidade de produtos na carteira. Um investidor pode combinar ETFs ligados ao S&P 500, Nasdaq, tecnologia e inteligência artificial e continuar concentrado em Microsoft, Nvidia, Apple, Alphabet e Amazon. Nesse caso, vários tickers podem representar exposição a um grupo restrito de empresas.

Ações de crescimento, que têm expectativa de aumento de lucros e receitas acima da média do mercado, tendem a apresentar comportamento semelhante. O mesmo ocorre com ações de valor, negociadas abaixo do valor considerado intrínseco. Por isso, Nvidia, Amazon e AMD, todas classificadas como ações de crescimento, não formam necessariamente uma combinação diversificada.

ETFs temáticos também exigem atenção. Muitos são lançados quando determinado assunto já ganhou popularidade, momento em que as perspectivas de valorização podem ser menos favoráveis. Fundos de nicho ainda podem ter liquidez limitada.

Como avaliar a composição

Uma carteira pode ter como núcleo um ETF global amplo ou uma combinação planejada de grandes regiões, renda fixa e renda fixa para rendimentos. Os ETFs temáticos podem ocupar uma parcela complementar, desde que não repitam uma exposição já existente nem cobrem mais por algo disponível em um fundo amplo e mais barato.

Antes de incluir um ETF, é preciso verificar se ele acrescenta uma exposição nova, reduz algum risco ou apenas reforça uma convicção já presente. Dez ETFs podem representar dez riscos diferentes ou várias formas de comprar Nvidia, Microsoft e empresas semelhantes. A diversificação depende da diferença entre os riscos, não da quantidade de produtos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5