Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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ETFs de renda fixa podem movimentar R$ 1 trilhão em até cinco anos

Bruno Stein, da Galapagos Capital, prevê expansão impulsionada pelo crédito privado e pela maior divulgação dos produtos.

ETFs de renda fixa podem movimentar R$ 1 trilhão em até cinco anos

A indústria brasileira de ETFs de renda fixa pode crescer cerca de R$ 1 trilhão nos próximos quatro ou cinco anos, afirmou Bruno Stein, da Galapagos Capital, durante a B3 Week 2026. O executivo apontou que a infraestrutura para essa expansão já está disponível e que o desafio é ampliar o conhecimento dos investidores sobre os produtos.

“Para mim, já está contratado um trilhão de reais de crescimento nos próximos quatro, cinco anos”, disse Stein em painel mediado por Thalita Forne. Para ele, a divulgação de informações será central para aumentar a adesão aos fundos.

Os dados apresentados pela B3 mostram que o patrimônio dos ETFs de renda fixa passou de cerca de R$ 15 bilhões para mais de R$ 63 bilhões entre 2025 e agosto de 2026, uma alta superior a 300%. O primeiro produto desse segmento foi lançado no Brasil há pouco mais de sete anos. Atualmente, 71 ETFs de renda fixa estão disponíveis para negociação na Bolsa.

Avanço para o crédito privado

Stein definiu o ETF como uma tecnologia de acesso a diferentes classes de ativos. A expansão, segundo ele, deve acompanhar o amadurecimento da demanda, sem a necessidade de reproduzir imediatamente a variedade existente no mercado americano.

A indústria, inicialmente concentrada em títulos públicos, passou a incorporar fundos ligados a debêntures e outros segmentos de crédito privado. Eduardo Arraes, do BTG Pactual, afirmou que o mercado brasileiro tem forte presença da renda fixa e do crédito.

Na avaliação de Stein, a negociação desses fundos pode criar referências de preço para ativos com pouca movimentação no mercado secundário. Com mais preços disponíveis, o crédito privado pode ganhar transparência e ampliar as possibilidades de negociação. Entre os produtos que podem surgir estão ETFs segmentados por setor, qualidade de crédito e rating, conforme aumente a liquidez dos ativos que compõem as carteiras.

Arraes disse que essa evolução deve ocorrer gradualmente. Para avaliar um ETF de crédito, o investidor precisa observar o spread médio da carteira, o endividamento das empresas e a qualidade de crédito dos emissores. Juros mais altos podem pressionar a situação financeira das companhias, enquanto atraem recursos para fundos de crédito, comprimindo spreads e tornando a análise mais complexa.

A liquidez é outro diferencial em relação à compra direta de títulos como Certificados de Recebíveis Imobiliários e Certificados de Recebíveis do Agronegócio. Esses papéis podem ser difíceis de vender quando o mercado piora. Embora o ETF também esteja sujeito à marcação a mercado, Arraes afirmou: “Ele te permite sair, seja qual for o impacto”.

A B3 Week 2026 ocorre entre 14 e 16 de setembro, em São Paulo. Em sua sétima edição, o evento reúne representantes do mercado de capitais brasileiro e de instituições internacionais para discutir economia, tendências globais, regulação, investimentos, dados e tecnologia.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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