Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Corinthians afirma que denúncia contra Osmar Stábile não implica condenação

Clube diz que contratação da Bear Security ocorreu por risco à integridade do presidente e de familiares; MP-SP pediu medidas cautelares.

Corinthians afirma que denúncia contra Osmar Stábile não implica condenação

O Corinthians afirmou nesta quarta-feira que a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o presidente Osmar Stábile ainda será analisada pelo Poder Judiciário e não representa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal. O dirigente é investigado por apropriação indébita em continuidade delitiva relacionada à contratação da empresa Bear Security para uso pessoal.

A manifestação foi divulgada pelo clube em nota oficial. A instituição declarou que a acusação pode ser recebida ou rejeitada pela Justiça e que fornecerá documentos e esclarecimentos às autoridades responsáveis pela apuração.

Justificativa para o contrato

O Corinthians afirmou que a contratação da empresa de segurança ocorreu diante de riscos à integridade física de Stábile e de seus familiares durante o exercício da presidência. De acordo com o clube, a necessidade de uma nova equipe surgiu de forma urgente após o impeachment do presidente anterior, Augusto Melo, o que teria impedido o período padrão de transição eleitoral.

A diretoria também diferenciou o contrato firmado pelo Corinthians dos serviços de segurança que haviam sido contratados anteriormente por Stábile com recursos pessoais. Segundo a instituição, o acordo atual tem escopo mais amplo e complexo, além de valores compatíveis com os praticados no mercado para serviços de natureza e porte equivalentes.

O clube rejeitou, assim, a interpretação de que teria assumido uma despesa privada já existente. A nota afirma que o vínculo anterior de alguns profissionais com o presidente não significa que a instituição tenha simplesmente incorporado esse custo.

Medidas solicitadas pelo Ministério Público

O promotor Cássio Roberto Conserino apontou supostas irregularidades na relação entre a Bear Security e o Corinthians. A denúncia foi baseada na investigação e em oitivas de Leonardo Pantaleão, presidente da Comissão de Ética e Disciplina do clube, Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, além dos associados Cassio Pereira e Cyrilo Cavalheiro Neto, do Parque São Jorge.

Entre as medidas cautelares listadas pelo MP-SP estão a proibição de acesso às dependências do Corinthians e de contato com testemunhas e dirigentes. Também foram solicitados o afastamento cautelar de Stábile, com suspensão das funções associativas e impedimento de representação institucional do clube, a proibição de deixar o país sem autorização judicial e a restrição a viagens nacionais superiores a oito dias sem autorização.

Ao final da nota, o Corinthians e Osmar Stábile reafirmaram compromisso com a transparência, a proteção do patrimônio da instituição e a cooperação integral com as autoridades.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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