O Corinthians afirmou nesta quarta-feira que a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o presidente Osmar Stábile ainda será analisada pelo Poder Judiciário e não representa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal. O dirigente é investigado por apropriação indébita em continuidade delitiva relacionada à contratação da empresa Bear Security para uso pessoal.
A manifestação foi divulgada pelo clube em nota oficial. A instituição declarou que a acusação pode ser recebida ou rejeitada pela Justiça e que fornecerá documentos e esclarecimentos às autoridades responsáveis pela apuração.
Justificativa para o contrato
O Corinthians afirmou que a contratação da empresa de segurança ocorreu diante de riscos à integridade física de Stábile e de seus familiares durante o exercício da presidência. De acordo com o clube, a necessidade de uma nova equipe surgiu de forma urgente após o impeachment do presidente anterior, Augusto Melo, o que teria impedido o período padrão de transição eleitoral.
A diretoria também diferenciou o contrato firmado pelo Corinthians dos serviços de segurança que haviam sido contratados anteriormente por Stábile com recursos pessoais. Segundo a instituição, o acordo atual tem escopo mais amplo e complexo, além de valores compatíveis com os praticados no mercado para serviços de natureza e porte equivalentes.
O clube rejeitou, assim, a interpretação de que teria assumido uma despesa privada já existente. A nota afirma que o vínculo anterior de alguns profissionais com o presidente não significa que a instituição tenha simplesmente incorporado esse custo.
Medidas solicitadas pelo Ministério Público
O promotor Cássio Roberto Conserino apontou supostas irregularidades na relação entre a Bear Security e o Corinthians. A denúncia foi baseada na investigação e em oitivas de Leonardo Pantaleão, presidente da Comissão de Ética e Disciplina do clube, Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, além dos associados Cassio Pereira e Cyrilo Cavalheiro Neto, do Parque São Jorge.
Entre as medidas cautelares listadas pelo MP-SP estão a proibição de acesso às dependências do Corinthians e de contato com testemunhas e dirigentes. Também foram solicitados o afastamento cautelar de Stábile, com suspensão das funções associativas e impedimento de representação institucional do clube, a proibição de deixar o país sem autorização judicial e a restrição a viagens nacionais superiores a oito dias sem autorização.
Ao final da nota, o Corinthians e Osmar Stábile reafirmaram compromisso com a transparência, a proteção do patrimônio da instituição e a cooperação integral com as autoridades.









