O cachorro-quente passou a receber ingredientes que fogem da salsicha, com receitas que combinam polvo, camarão, pernil e vegetais. A mudança ocorre em meio à popularização das canetas emagrecedoras, que alterou a dinâmica de consumo e levou restaurantes e hamburguerias a revisar pratos conhecidos.
Opções além da salsicha
O nutricionista Davi Moura, da CliNutri, considera possível substituir a salsicha por carnes magras, frutos do mar e vegetais. Entre as opções citadas estão frango, cenoura e vagem.
A escolha de uma carne magra, segundo Moura, pode elevar o aporte de proteína, favorecer a saciedade e acrescentar nutrientes ao lanche. A avaliação também considera as críticas à salsicha industrializada, que integra o grupo dos embutidos e está associada ao uso de aditivos químicos na fabricação.
O cachorro-quente tem uma trajetória de cerca de 100 anos no Brasil e vem sendo repensado por cozinheiros que exploram outras formas de montar o lanche.
Polvo, camarão e pernil
No Xepa, Lierson Mattenhauer Jr. criou um sanduichinho de polvo servido de maneira semelhante ao cachorro-quente tradicional. A receita leva pão de brioche, polvo assado na parrilla e maionese de limão-siciliano. A combinação se tornou um sucesso entre os clientes.
Para o evento C6 no Rock, o chef desenvolveu outras duas receitas: uma com camarão e outra com pernil. As três opções são servidas em minibaguete de brioche.
A proposta foi aproximar o cachorro-quente de quebrada do lobster roll americano, reunindo referências de duas tradições de comida de rua. Com isso, o formato do dogão passou a ser usado para preparos que mantêm a ideia do sanduíche, mas trocam a proteína tradicional por ingredientes como frutos do mar e outras carnes.








