Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Procrastinação não é preguiça: entenda por que adiamos tarefas

O cérebro busca alívio imediato diante de tarefas difíceis, e estratégias diferentes podem ajudar a interromper esse padrão.

Procrastinação não é preguiça: entenda por que adiamos tarefas
Foto: Tj/Adobe Stock

Cerca de 20% dos adultos procrastinam regularmente. O comportamento costuma ser associado à preguiça ou à falta de interesse, mas essa interpretação ignora um ponto central: muitas pessoas que adiam tarefas pretendem se dedicar tanto quanto os colegas. O problema aparece na distância entre a intenção e a ação.

Pesquisas relacionam a procrastinação a notas mais baixas em provas, renda menor, falta de sono e condições ruins de saúde mental e física. A culpa e a vergonha, porém, não resolvem o problema e podem afastar a pessoa das estratégias mais adequadas.

Por que o adiamento acontece

O cérebro tende a priorizar o alívio imediato em vez de benefícios que só virão mais tarde. Quando uma tarefa parece dolorosa, difícil ou estressante, adiar pode funcionar como uma tentativa de escapar temporariamente do desconforto. Isso pode ocorrer diante de estudos, provas, textos e apresentações.

O perfeccionismo também pode contribuir, especialmente quando existe medo de críticas. Ao mesmo tempo, redes sociais oferecem alternativas capazes de proporcionar satisfação imediata e de manter a atenção por longos períodos.

O cansaço é outro fator. O excesso de trabalho pode levar à exaustão; nesse estado, a pessoa adia o que precisa fazer, fica mais estressada e se desgasta ainda mais. Esse ciclo reforça a procrastinação. Estudos também associam o comportamento ao transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), que pode dificultar a concentração em uma tarefa específica.

Como interromper o ciclo

A primeira medida é identificar a razão do adiamento naquele momento. A causa pode ser exaustão, distração com o celular, medo de errar ou uma combinação de fatores. Comparar ocasiões em que a tarefa foi concluída com situações em que ela foi adiada pode ajudar a encontrar diferenças relevantes. Pensar no problema como se ele pertencesse a um amigo também cria distância psicológica e pode facilitar uma análise mais clara.

Depois, é importante escolher uma mudança possível para aplicar imediatamente. Quem se distrai com o celular pode desligá-lo antes de começar ou guardá-lo na bolsa ao se sentar para trabalhar em uma biblioteca ou em um café.

Quando o obstáculo é o medo de um resultado, vale avaliar a probabilidade de o pior cenário acontecer e pensar em maneiras de reduzir seus efeitos. Outras medidas incluem dividir tarefas pouco claras em etapas pequenas, fortalecer a autoconfiança com conquistas consistentes e organizar a agenda conforme os períodos de maior produtividade.

Superar a procrastinação, portanto, depende de reconhecer o motivo do adiamento e usar uma resposta compatível com ele, em vez de apenas tentar aumentar o esforço.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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