Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Investigação aponta dúvidas sobre morte de mulher de policial militar em Embu das Artes

Vinicius Costa Silva foi preso após perícia questionar a dinâmica do disparo que matou Larissa da Cruz Morata, de 29 anos.

Investigação aponta dúvidas sobre morte de mulher de policial militar em Embu das Artes
Foto: Reprodução/Rede social

A Polícia Civil investiga como morte suspeita o caso de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, encontrada sem vida no banheiro da casa onde morava com o policial militar Vinicius Costa Silva, de 26 anos. A delegada Bruna Caracho Crippa pediu a prisão temporária do soldado depois que a médica legista identificou dúvidas no trajeto do projétil que atingiu a mulher.

O corpo foi localizado por volta das 11h de domingo, 6. Larissa tinha um ferimento na cabeça provocado por arma de fogo. O SAMU foi chamado e confirmou a morte. Uma arma pertencente a Silva estava sob o corpo. No banheiro, também foram encontrados um coldre, um carregador, munições e um estojo de munição.

Relato apresentado à polícia

Em depoimento, Silva afirmou que chegou à residência por volta das 7h20 e conversou com Larissa sobre o fim do relacionamento. Segundo ele, os dois já haviam discutido anteriormente a possibilidade de se separar. O policial disse que pretendia continuar no imóvel por um período e ajudá-la a encontrar outro lugar.

Silva relatou ainda que Larissa trabalhava na farmácia do casal, em Taboão da Serra, e que poderia seguir no emprego ou ficar com o estabelecimento. Ele afirmou que ela chorou após a conversa e que, depois de tentar acalmá-la, foi dormir.

O soldado disse ter acordado com um barulho forte. Como ouvia um desenho infantil na sala, imaginou que o filho do casal, de dois anos, tivesse quebrado algum objeto. Ao chegar ao cômodo, encontrou o menino brincando. Depois de perguntar pela mãe, foi informado de que ela estaria no banho. Larissa foi localizada caída no banheiro, atrás de uma estrutura do guarda-roupa com espelho no quarto do casal.

A irmã do policial, Thamires Costa Martins, também prestou depoimento. Ela estava na sala com a criança no momento do disparo. Silva afirmou que ligou para o 190 e, após a chegada das equipes, avisou familiares de Larissa.

Prisão e próximos passos

Embora tenha sustentado desde o início que a mulher havia tirado a própria vida, Silva foi preso na segunda-feira, 7, e levado ao Presídio Militar Romão Gomes. A audiência de custódia está prevista para terça-feira, 8.

A delegada afirmou que a perícia encontrou “dados curiosos” na trajetória do projétil e que outros elementos reunidos na investigação fundamentaram o pedido de prisão temporária. O registro foi feito na Delegacia de Polícia de Embu das Artes como morte suspeita, com “dúvida razoável quanto a tratar-se de suicídio”.

A defesa declarou que entregará conversas anteriores entre Larissa e familiares de Vinicius nas quais ela teria mencionado a possibilidade de tirar a própria vida diante de uma ruptura. O advogado também afirmou que Silva confia no esclarecimento da dinâmica dos acontecimentos e nega ter cometido crime contra Larissa.

A família morava em Embu das Artes havia pouco mais de um mês. Antes, vivia em Itapecerica da Serra. O caso continua sob investigação.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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