Silas apontou a formação de jogadores como o principal problema da seleção brasileira e afirmou não acreditar na conquista de um novo título mundial. O ex-meia disputou as Copas do Mundo de 1986 e 1990 e falou sobre o momento da equipe durante participação em um programa da ESPN Argentina.
“Não vamos ser campeões com o Brasil, eu acho que nunca mais”, declarou Silas. Para ele, os clubes estão dando preferência a atletas estrangeiros, enquanto os jogadores das categorias de base têm menos espaço para se desenvolver.
O ex-jogador também criticou a quantidade de estrangeiros autorizada no Brasileirão. Cada equipe pode ter nove atletas de outras nacionalidades em campo. Como exemplo, citou o Grêmio, que, segundo Silas, tem 13 estrangeiros, nenhum deles titular da seleção de seu país.
“Estão bloqueando o desenvolvimento dos meninos que estão para surgir”, afirmou. A avaliação do ex-meia é que a presença de tantos jogadores de outros países prejudica a formação de novos talentos brasileiros.
Laterais e comando da seleção
Silas comparou o cenário atual com o passado da seleção nas laterais. Segundo ele, o Brasil era uma referência na posição, mas hoje encontra dificuldades para formar atletas para esses setores.
O ex-jogador evitou atribuir a Carlo Ancelotti, atual treinador da seleção, a responsabilidade pelo momento da equipe. Para Silas, a discussão não deve se concentrar no comandante italiano. “É um cara incrível. O tema não é ele. O treinador, quando não incomoda, já ajuda”, disse.
Questionado sobre Vini Jr., Silas não o classificou como craque. Ele afirmou que o atacante é um excelente jogador e aprendeu o que significa atuar no Real Madrid. O ex-meia comparou o caso ao de James Rodríguez, que também foi para o clube espanhol, mas, na avaliação dele, não teve o mesmo desfecho. Silas relacionou esse processo à capacidade de viver fora do próprio país.








