Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Política para menopausa no RN esbarra em remédios, exames e equipes

Sesap reconhece dificuldades na oferta de tratamentos e no atendimento multiprofissional; especialista critica falta de uma linha de cuidado estruturada.

Política para menopausa no RN esbarra em remédios, exames e equipes

A política estadual criada para atender mulheres no climatério e na menopausa ainda não se traduziu em uma rede estruturada de cuidado, segundo a ginecologista e nutricionista Socorro Morais. Ela afirma que entidades e grupos de mulheres procuraram a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) para colaborar na criação de uma linha de atendimento, mas não tiveram retorno.

A Lei nº 12.192/2025 estabelece uma política de atenção integral à saúde dessa população no Rio Grande do Norte. O texto prevê atendimento humanizado, cuidados físicos e mentais, ações de conscientização, acompanhamento multidisciplinar e formação de profissionais.

Acesso a tratamentos

A legislação também determina a oferta gratuita de medicamentos hormonais e não hormonais, além da realização de exames, do acompanhamento psicológico e da assistência contínua e individualizada. Na prática, a Sesap reconhece dificuldades para garantir esse atendimento de forma integral e igualitária.

Entre os problemas citados estão o fornecimento e o acesso a remédios usados na terapia de reposição hormonal. A realização de densitometria óssea e mamografia também é apontada como um dos pontos de dificuldade. Socorro Morais afirma que o preço da terapia hormonal pode impedir que parte das pacientes mantenha o tratamento.

A secretaria ainda menciona a quantidade insuficiente de equipes multiprofissionais na atenção básica. Nutricionistas, psicólogos e educadores físicos estão entre os profissionais que deveriam participar desse atendimento. Para a pasta, a cobertura limitada reduz a possibilidade de oferecer uma abordagem integral, como prevê a legislação.

Diagnóstico e organização da rede

A Sesap cita o subdiagnóstico e o estigma cultural como barreiras adicionais. Em nota, a secretaria afirmou: “O subdiagnóstico e o estigma cultural, evidenciado pela baixa procura voluntária por parte das pacientes devido à baixa oferta de campanhas educativas”. A pasta também aponta que profissionais nem sempre investigam os sintomas da menopausa durante consultas gerais.

Na avaliação de Socorro, os entraves envolvem a gestão, a preparação dos profissionais e a organização dos serviços. Ela diz que a atenção às mulheres durante a transição para a menopausa não está estruturada no estado e que o problema também aparece na rede municipal, incluindo Natal.

A especialista resume o acesso ao serviço público como dependente da disponibilidade de um profissional bem preparado na atenção básica: “é uma questão de sorte, não é de direito”.

A Sesap afirma que o Rio Grande do Norte já tem diretrizes para essa assistência. A secretaria também informa que muitas consultas relacionadas aos sintomas são registradas em categorias genéricas de CID/CIAP, o que dificulta a identificação do número de atendimentos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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