Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Seis equívocos que podem atrasar a prevenção cardíaca entre mulheres

Fatores ligados à gestação, menopausa, sintomas e exames individualizados estão entre os pontos de atenção para a saúde cardiovascular feminina.

Seis equívocos que podem atrasar a prevenção cardíaca entre mulheres

A prevenção cardiovascular feminina não deve ser deixada para depois da menopausa nem depender do surgimento de dor intensa no peito. O histórico de gestação, as alterações hormonais, as doenças autoimunes e os fatores de risco tradicionais precisam ser considerados ao longo da vida.

Em 2024, cerca de 399 mil brasileiros morreram em decorrência de doenças do aparelho circulatório, grupo que inclui infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e hipertensão. Os dados são do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

Sintomas podem aparecer de formas diferentes

A dor ou a pressão no peito continuam entre os principais sinais de infarto, mas mulheres também podem apresentar falta de ar, náuseas, vômitos, fadiga e palpitações. Alterações do sono, cansaço e ansiedade podem surgir antes do evento cardiovascular.

Essas manifestações podem ser confundidas com estresse, exaustão ou alterações hormonais. Mudanças súbitas, intensas ou diferentes do padrão habitual merecem atenção, sobretudo quando aparecem juntas. Em situações sugestivas de infarto, é necessário buscar atendimento médico de emergência imediatamente.

“É importante não cair no extremo de dizer que mulher não tem os sinais clássicos de infarto. A dor ou pressão no peito continua sendo um alerta fundamental”, alerta o Dr. Carlos Eduardo Suaide Silva, coordenador de Cardiologia da Dasa.

Risco não desaparece com idade ou hábitos saudáveis

A ideia de que mulheres têm menos risco cardiovascular do que homens pode atrasar o acompanhamento. Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e sedentarismo são fatores importantes. A avaliação também deve incluir histórico de gestação, menopausa, alterações hormonais e algumas doenças ginecológicas e autoimunes.

A gestação pode oferecer informações relevantes para a avaliação futura. Complicações como hipertensão e pré-eclâmpsia estão associadas a maior risco cardiovascular posteriormente e devem integrar o histórico da paciente. Isso não significa classificar a complicação gestacional como uma doença cardiovascular, mas reconhecê-la como um sinal de alerta para um acompanhamento mais cuidadoso.

A menopausa é uma fase importante, mas não marca o início obrigatório da atenção ao coração. Depois dela, podem ocorrer mudanças metabólicas e no perfil lipídico. Por isso, devem ser acompanhados pressão arterial, colesterol, glicemia, peso, atividade física, alimentação e histórico familiar.

Mesmo uma mulher jovem, sem tabagismo e sem excesso de peso pode ter hipertensão, alterações no colesterol, histórico familiar ou outras condições que exijam investigação. Hábitos saudáveis reduzem o risco, mas não o eliminam.

Exames dependem da avaliação individual

Não há uma bateria fixa de exames cardiológicos que sirva para todas as mulheres todos os anos. A escolha deve levar em conta idade, sintomas, histórico familiar, fatores de risco e condições clínicas.

Conforme a avaliação, podem ser indicados exames laboratoriais, eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, Holter, MAPA ou exames de imagem. A definição deve partir da história clínica e da hipótese investigada, evitando tanto exames indiscriminados quanto uma falsa sensação de segurança causada por uma investigação inadequada.

“O risco cardiovascular feminino precisa ser acompanhado ao longo de toda a vida, considerando não apenas idade, pressão arterial e colesterol, mas também as particularidades de cada fase da vida da mulher”, explica o Dr. Carlos Eduardo Rochitte, cardiologista do Alta Diagnósticos, marca premium da Dasa.

O acompanhamento médico regular e a definição individual da necessidade de exames são medidas de prevenção. A avaliação deve reunir histórico, hábitos, condições clínicas e resultados de exames, em vez de se basear em um único marcador ou na ausência de sintomas.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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