Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Pesquisa aponta falhas na prevenção e no diagnóstico do câncer colorretal

Levantamento mostra que parte dos brasileiros reconhece sinais de alerta, mas não busca atendimento ou desconhece exames preventivos.

Pesquisa aponta falhas na prevenção e no diagnóstico do câncer colorretal
Foto: Camilla Galo/Estadão Blue Studio

Uma pesquisa com 2.015 pessoas no País identificou lacunas na prevenção e no diagnóstico do câncer colorretal. Embora 67% dos brasileiros nunca tenham ouvido falar da Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes, somente 11% disseram já ter realizado o exame.

O levantamento foi realizado pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados para o A.C.Camargo Cancer Center. Entre os entrevistados, 80% consideram grave a presença de sangue nas fezes ou uma alteração no funcionamento intestinal por mais de um mês. Ainda assim, 40% das pessoas que já perceberam sangue nas fezes não procuraram atendimento imediatamente.

O câncer colorretal está entre os tumores mais incidentes no Brasil, tanto entre homens quanto entre mulheres. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 53.810 novos casos por ano no triênio 2026-2028.

Rastreamento e acesso

Para o cirurgião oncológico Samuel Aguiar, líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center, a prevenção deve começar aos 45 anos para a população em geral ou antes, em caso de histórico familiar da doença. O rastreamento busca encontrar alterações antes do surgimento de sintomas.

Os sinais de alerta incluem sangramento nas fezes, mudança persistente no ritmo intestinal, dor abdominal contínua e perda de peso sem causa aparente. Aguiar afirmou que eles não devem ser ignorados ou tratados como normais quando persistem por algumas semanas.

A demora na busca por ajuda também está relacionada à falta de tempo e às dificuldades de acesso aos serviços de saúde. A procura imediata é maior entre pessoas com melhores condições financeiras, brasileiros acima dos 60 anos e moradores do Sudeste. Mulheres também recorrem mais rapidamente ao atendimento do que homens.

O especialista defendeu a incorporação do teste imunoquímico fecal, conhecido como FIT, ao rastreamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, convites ativos à população podem ampliar a realização dos exames. A expansão, porém, precisa ser acompanhada de capacidade para investigar resultados positivos, sem prejudicar o atendimento de pessoas que já apresentam sintomas.

Diagnósticos em pessoas mais jovens

Aguiar também destacou o aumento de diagnósticos entre pessoas mais jovens. As causas ainda são investigadas, e mudanças no estilo de vida estão entre as hipóteses. Entre os fatores conhecidos ou estudados estão dieta desbalanceada, sedentarismo, obesidade, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo, bebidas açucaradas e alterações na microbiota intestinal.

O A.C.Camargo mantém o Missão Colorretal, iniciativa que pretende apoiar municípios na implantação de programas estruturados de rastreamento. O projeto deve começar por Guarulhos, na Grande São Paulo, com o levantamento de barreiras, capacidade de exames e fluxos de atendimento.

A iniciativa busca ampliar o acesso aos exames antes que a doença se manifeste. Para quem já identificou algum sinal de alerta, a orientação é buscar avaliação especializada para investigar possíveis alterações.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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