Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Hospitais ampliam cuidado com consultas, exames e acompanhamento contínuo

Atendimentos programados, diagnóstico integrado e atuação de equipes multidisciplinares fazem parte da rotina hospitalar além das emergências.

Hospitais ampliam cuidado com consultas, exames e acompanhamento contínuo
Foto: Arquivo Pessoal

A rotina hospitalar vai além do pronto atendimento, das cirurgias e das internações. Consultas, exames e check-ups também ocupam parte importante desse trabalho, seja para investigar sintomas, acompanhar doenças ou atuar na prevenção.

A trajetória de Natália Castelhano mostra como esse acompanhamento pode se estender por anos. Aos 25 anos, ela sofreu um infarto, apesar de manter uma vida ativa e praticar exercícios físicos com frequência. Antes do episódio, falta de ar, emagrecimento fora do padrão, alterações na pressão e nos batimentos já haviam levado Natália a buscar atendimento. A investigação identificou hipertrofia no coração.

Hoje, aos 41 anos, ela mantém consultas, exames e medicamentos na rotina. Depois do infarto, também precisou de apoio psicológico para enfrentar a ansiedade e recuperar a confiança para voltar a se exercitar. Paciente do cardiologista Marcos Vilela, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, Natália afirma: “O olhar para o ser humano que ele tem, de acolhimento, fez toda a diferença”.

Vilela, que é gerente médico de Unidades Críticas do hospital, afirma que casos de infarto em pacientes jovens exigem investigação ampla e revisão do tratamento ao longo do tempo. Para ele, as necessidades de uma pessoa podem mudar durante o acompanhamento.

Estrutura integrada

A assistência envolve médicos, profissionais de enfermagem, diagnóstico, farmácia, tecnologia da informação, engenharia clínica, qualidade e segurança assistencial. No Hospital Nove de Julho, em São Paulo, protocolos orientam consultas, exames, preparação e higienização dos ambientes e manutenção dos equipamentos.

José Armando Cortez, diretor médico da instituição, ressalta que os protocolos servem como base de segurança, mas a conduta deve ser adaptada às características de cada paciente. A Academia Américas também capacita profissionais e lideranças em temas como escuta ativa, acolhimento e resposta às demandas individuais.

A tecnologia participa desse processo. No Hospital Nove de Julho, uma ferramenta de inteligência artificial classifica eletrocardiogramas e envia alertas aos médicos quando identifica resultados considerados críticos. O uso de ferramentas, porém, não substitui a atenção à história, às expectativas, aos medos, às necessidades, aos valores, às crenças e à família de cada pessoa.

Na medicina diagnóstica, laudos, imagens e registros anteriores podem ficar disponíveis no prontuário eletrônico e nas plataformas de diagnóstico por imagem das unidades integradas da Rede Américas. João Abdallah, gerente médico de Medicina Diagnóstica e Terapêutica do Hospital Samaritano Higienópolis, explica que o acesso a avaliações anteriores permite comparar achados, recuperar antecedentes e evitar a repetição desnecessária de procedimentos, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

O resultado de um exame pode levar a uma nova consulta, indicar acompanhamento ou orientar o próximo procedimento. Achados que exigem investigação são comunicados ao paciente e ao especialista solicitante pelo médico responsável pelo laudo.

Continuidade do atendimento

O acompanhamento também inclui organizar retornos, avaliações e procedimentos. Na oncologia, o enfermeiro navegador pode ajudar a articular o agendamento de exames, como o PET-CT, quando necessário para avaliar a resposta ao tratamento. Fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos e profissionais de outras áreas também podem receber dúvidas e encaminhá-las ao setor responsável.

Nos centros médicos da Rede Américas no Rio de Janeiro, os atendimentos programados são articulados às demais áreas da rede. O Centro Médico Samaritano Barra, na Barra da Tijuca, reúne mais de 50 especialidades em uma área de mais de 8 mil metros quadrados e tem capacidade para até 12 mil atendimentos mensais.

A unidade também concentra serviços oncológicos, com 26 boxes individuais de infusão, radioterapia, oncologia, onco-hematologia e terapias imunomediadas. A disponibilidade de horários é acompanhada diariamente, e a gestão avalia a abertura de períodos extras, a extensão das agendas ou encaixes quando há espera prolongada.

A Rede Américas informa que atua em sete Estados — SP, RJ, PR, BA, PE, SE, RN — e no DF. A estrutura reúne 25 hospitais, 38 unidades oncológicas, mais de 27 mil colaboradores, 35 mil médicos atuantes e mais de 3.800 leitos. Nos centros médicos do Rio de Janeiro, o número de consultas supera o de atendimentos na emergência, associado à procura por avaliações periódicas, acompanhamento de rotina e prevenção.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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