A liderança foi apresentada como uma prática ligada à revisão de decisões, ao reconhecimento de erros e ao aprendizado com a experiência cotidiana. Essa foi a abordagem de Carlos Jacobina, diretor do Sheraton WTC, na palestra de encerramento do 4º Encontro de Gente Hoteleira.
Aos 59 anos, o executivo falou sobre situações vividas ao longo da carreira e rejeitou fórmulas prontas. Para ele, liderar no dia a dia significa agir de acordo com a própria identidade. As principais referências pessoais, afirmou, vieram de seus pais, especialmente de Dona Neiva, sua mãe, conhecida por gostar de receber pessoas.
Jacobina também relacionou liderança e paternidade. Pai de Sofia e Bernardo Jacobina, disse que os filhos representam sua maior prova de fogo nessa área. “Eles provam o meu poder de liderança a todo momento”, brincou.
Referências na carreira
Durante a apresentação, o diretor citou profissionais que contribuíram para sua formação: Denise Antão, da VR UNIBES; Franck Pruvost, consultor hoteleiro; Rogério Angeloni, da Aviva; Sálvio Cristófaro, da Accor; Francisco Esteves, da FE Hotelaria; e Roland Bonadona, da Bonadona Hospitality Consulting.
A convivência com essas pessoas foi apresentada como parte da construção de sua visão profissional. Jacobina afirmou que leva essas referências para a vida e destacou o papel da troca de experiências na formação de quem lidera equipes.
Em junho de 2026, o executivo assumiu a direção geral do Sheraton WTC São Paulo Hotel e do WTC Events Center, depois de uma trajetória de mais de 30 anos na Accor. Ele começou a carreira em 1995, na marca Novotel, em São Paulo, e passou pelas áreas operacional, comercial e de desenvolvimento de novos negócios.
Entre os trabalhos realizados estão a implantação do antigo Sofitel Costa do Sauípe, na Bahia; a gestão de unidades ibis em Sorocaba e Salvador; e a transição do Grand Mercure Ibirapuera para a marca Pullman. Jacobina também esteve por oito anos à frente do Novotel Itu Terras de São José Golf & Resorts, antes da inauguração do empreendimento.
A percepção das equipes
Outro ponto da palestra foi a importância da confiança, da transparência e da capacidade de desenvolver o grupo. Jacobina defendeu que o desempenho de um líder não deve ser avaliado apenas por conquistas individuais, mas também pelo engajamento das pessoas sob sua responsabilidade.
Com o mote “Eu liderando pela opinião deles”, ele apresentou recomendações de Celso Luiz Pegorim e Marcia Valencia para discutir a diferença entre a imagem que um gestor tem de si e a forma como sua liderança é percebida por equipes e colegas.
O exercício ressaltou a necessidade de ouvir avaliações externas e reconhecer pontos de melhoria. “Lidero pelo exemplo longe de ser exemplo. Sou uma pessoa muito crítica, mas consigo me adaptar”, afirmou Jacobina.









