O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, comemorou nesta terça-feira, 8, a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida foi tomada a partir de um pedido apresentado pelo Partido Novo em 2 de setembro.
Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa. O ministro ordenou que a Corregedoria da Polícia Federal instaure procedimentos penais e administrativo-disciplinares para investigar os “graves fatos identificados” na elaboração de relatórios de inteligência.
Zema afirmou, em publicação no X, que o pedido do partido teve como base um relatório de 200 páginas com menções a Andrei Rodrigues no celular de Vorcaro. Em outra publicação, no Instagram, escreveu: “A dupla está formada. O inimigo em comum é só um, a FARRA dos intocáveis. Seguimos”.
O Partido Novo classificou a decisão como uma vitória da legenda e defendeu que pessoas envolvidas não conduzam a investigação. A sigla também afirmou que o próximo passo necessário seria o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Análise da medida pelo STF
A decisão foi tomada sem manifestação prévia da Procuradoria-Geral da República. Mendonça convocou uma sessão extraordinária virtual da Segunda Turma do STF para analisar o afastamento.
O julgamento começou às 10h desta terça-feira, mas foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Antes da suspensão, Luiz Fux e Nunes Marques haviam votado pela manutenção dos afastamentos, formando maioria favorável à medida naquele momento.








