Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Política

Zema e Cury unem críticas ao STF e concentram ataques em Samara

Debate reuniu três candidatos após desistências e teve propostas sobre Judiciário, economia, segurança e Bolsa Família.

Cury e Zema trocam elogios, atacam STF e confrontam Samara em debate em SP
Foto: Reprodução

Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) evitaram ataques diretos entre si e concentraram as críticas em Samara Martins (UP) durante um debate transmitido pela internet. Os dois também defenderam mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF) e questionaram medidas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O encontro reuniu candidatos que apareciam com até 1% nas pesquisas da Atlas/Intel: Samara, Cury e Zema. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) haviam confirmado presença, mas desistiram de última hora. Lula e Flávio Bolsonaro não confirmaram participação.

Propostas para o STF

Zema afirmou que o STF se transformou no "tribunal da bandidagem" e defendeu uma reforma no Judiciário. O candidato disse ter sido o único chefe de Executivo estadual a protocolar pessoalmente um pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.

Cury propôs mandato de oito anos para ministros do Supremo, além de mudanças na composição e na escolha dos integrantes da corte. Também afirmou que o tribunal passou a atuar como legislador e atribuiu o desequilíbrio entre os Poderes à fragilidade do Congresso e à interferência do Executivo.

Zema apoiou as propostas e acrescentou uma idade mínima de 60 anos para ministros, o fim das decisões monocráticas e restrições a atividades políticas de parentes de magistrados no âmbito de atuação deles. Os dois defenderam punições para integrantes do Judiciário que cometam irregularidades.

Entre os candidatos, o tom foi cordial. Cury chamou Zema de "meu amigo Zema". O ex-governador também criticou o corporativismo no Judiciário e afirmou que "parece que eles não colocam para fora aquelas frutas podres".

Confrontos com Samara

Samara questionou Zema sobre uma política externa que, segundo ela, poderia ser submissa ao "imperialismo" dos Estados Unidos ou da China. Ele respondeu que pretende retirar o Brasil do Brics, fortalecer blocos econômicos e ampliar o número de parceiros comerciais.

Zema defendeu privatizações e citou a Venezuela ao responder à candidata. Na economia, Samara apresentou propostas para pequenos empreendedores, redução da jornada de trabalho e combate à pejotização. Cury sugeriu dividir o BNDES para ampliar o atendimento a microempresas.

A candidata também criticou a proposta de Cury de usar drones na segurança pública, especialmente no combate à violência contra as mulheres. Ela defendeu independência econômica por meio de moradia, renda, creches, lavanderias coletivas e restaurantes populares, além da responsabilização de plataformas digitais pela divulgação de conteúdo misógino.

Cury respondeu que a jornalista Renata Vasconcellos tinha "dronefobia" ao questioná-lo sobre a proposta no Jornal Nacional. Ele defendeu a integração, o equipamento e a valorização da Polícia Federal, das polícias Militar e Civil e das guardas municipais. Em outros momentos, questionou se Samara conhecia termos e conceitos mencionados por ele.

Bolsa Família

Zema e Cury criticaram Lula pelo aumento do Bolsa Família anunciado a 17 dias das eleições. O reajuste elevou o benefício em 15%.

Cury afirmou que Lula estaria usando "a dor dos outros para conquistar a Presidência", mas defendeu o aumento. Zema classificou a medida como eleitoral e, ao mesmo tempo, disse que o programa é importante e precisa ter uma "porta de saída".

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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