Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Política

Programa de Augusto Cury prevê mudanças no STF e adoção do semipresidencialismo

Documento do candidato do Avante reúne 18 projetos e 20 teses, com propostas para educação, economia, saúde, segurança e meio ambiente.

Augusto Cury propõe mandato de oito anos no STF e semipresidencialismo
Foto: © Divulgação

O programa de governo de Augusto Cury (Avante) propõe a adoção do regime semipresidencialista, mandato de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a criação de uma diplomacia econômica. O documento reúne 18 projetos e 20 teses, distribuídos em cerca de 200 páginas.

Educação, inclusão e proteção às mulheres

A educação em tempo integral aparece como principal prioridade estratégica. O plano prevê escolas com debates, artes, esportes e convivência, além de mudanças no ensino médio para combinar formação acadêmica, humana e profissionalizante. As universidades seriam reestruturadas para atuar como polos de inovação e produção de patentes.

O eixo Brasil Neuroinclusivo propõe uma política permanente de acolhimento a pessoas com autismo, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), dislexia e altas habilidades. Entre as medidas estão um Plano de Inclusão por unidade escolar e um Mapa Nacional da Neurodiversidade.

A iniciativa Mulheres Vivas prevê ações contra o feminicídio, botões de alerta, monitoramento de agressores e prioridade para vítimas de violência em programas de qualificação, empreendedorismo e empregabilidade. O programa também sugere o fim de taxas abusivas de juros no crédito feminino e a indicação de mulheres ao STF.

Empreendedorismo, moradia e produção

O candidato propõe criar o Ministério do Empreendedorismo e da Economia Distribuída, além de 10 mil clubes de Empreendedorismo e uma rede de escolas voltadas ao tema. O Banco do Empreendedor ofereceria crédito de até R$ 20 mil, com juros reduzidos e incentivos para beneficiários do Bolsa Família.

Para as favelas, a proposta é regularizar juridicamente até 5 milhões de moradias em dez anos, sem retirar os ocupantes atuais. O projeto Comunidade 4.0 seria associado a melhorias urbanas. O plano também prevê financiar 2 milhões de pequenos empreendedores locais, com crédito de R$ 2 mil a R$ 20 mil por meio do Fundo Nacional do Empreendedor.

Na agricultura, o Brasil Oásis pretende transformar o semiárido em uma fronteira agrícola com segurança hídrica e tecnologias de irrigação de precisão. A meta é duplicar a produção de alimentos, multiplicar por dez as exportações de frutas em uma década e fortalecer 3,9 milhões de estabelecimentos de agricultura familiar.

O programa ainda prevê 10 mil agroindústrias no interior, 100 usinas de etanol de milho no Nordeste e polos comerciais a cada 10 a 15 quilômetros nas rodovias, por meio do Brasil Empreendedor nas Estradas (BEE).

Economia, saúde e relações internacionais

A proposta Brasil Cooperativismo busca elevar o número de cooperados de 27 milhões para 54 milhões e dobrar a quantidade de cooperativas. A expansão seria coordenada pela Autoridade Nacional do Cooperativismo (ANCOOP). Já o Brasil Exportador prevê zonas francas de exportação em cinco estados, com foco em inteligência artificial, robótica, semicondutores, energia limpa e drones.

Na política externa, o documento propõe reestruturar embaixadas como estruturas 4.0 e reforçar a atuação em mercados emergentes. Também sugere um fundo internacional para combater a fome, com mobilização anual entre US$ 177 bilhões e US$ 342 bilhões.

Na saúde, o Tele Saúde Brasil pretende criar uma plataforma pública de medicina digital, com atendimento em até 30 minutos para casos compatíveis. A iniciativa Sociedade Está Abraçando (SEA) teria foco na prevenção e no rastreamento contínuo de diversos tipos de câncer.

Meio ambiente e segurança

O plano Energias Renováveis do Brasil estabelece a meta de alcançar 90% de matriz energética limpa até 2040, com uso de inteligência artificial e incentivo ao hidrogênio verde. O projeto Petra BR prevê mapear minerais críticos e terras raras para estimular a industrialização e o refino no país.

O Floresta Viva BR usaria inteligência artificial e drones no combate a incêndios. O Programa Amazônia Viva incluiria saneamento, infraestrutura e conectividade, enquanto o Banco Empreendedor Amazônico apoiaria a bioeconomia, a pesca e o turismo ecológico.

Na segurança pública, o programa Segurança 4.0 propõe integrar ações das polícias estadual e federal e criar a Força de Combate Municipal (Foco), com sistema integrado de dados. Entre as prioridades estão o combate ao crime organizado, a proteção de escolas por botões de emergência e o monitoramento inteligente de fronteiras.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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