RIO — O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira, 8, o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da instituição, Leandro Almada da Costa. Os dois ocupam os cargos mais altos na hierarquia da PF e não se manifestaram.
A decisão foi tomada em uma petição apresentada pelo Partido Novo, que apontou supostas irregularidades na Polícia Federal. Mendonça também ordenou que a Corregedoria da PF abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar os “graves fatos identificados” na produção de relatórios de inteligência.
O caso envolve as investigações sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, além de apurações relacionadas ao Banco Master e ao INSS. O pedido do Partido Novo foi apresentado depois que Mendonça levantou o sigilo das investigações sobre essa relação.
Trajetória dos diretores
Andrei Rodrigues, de 55 anos, é delegado da Polícia Federal há mais de 20 anos. Ele foi nomeado em janeiro de 2023, no início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Rodrigues foi secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Também coordenou a segurança da campanha presidencial de Lula em 2022.
Leandro Almada da Costa, também de 55 anos, é formado em Direito e teve passagem pelo Exército e pela Polícia Civil. Ele participou das investigações sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Antes de assumir a Diretoria de Inteligência Policial, comandou as Superintendências Regionais da PF no Amazonas, na Bahia e no Rio de Janeiro.
Alexandre de Moraes divulgou trechos de um relatório de inteligência da PF que afirma que André Mendonça “denota interesse no início de investigação formal” sobre o Banco Master e o escândalo do INSS.








