Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Mendonça rejeita apreensão de passaporte de mulher ligada a caso Sicário

Ministro considerou que Nathana Lopes Figueiredo demonstrou disposição para colaborar ao avisar a PF sobre viagem a Dubai.

Mendonça rejeita apreensão de passaporte de mulher ligada a caso Sicário
Foto: Polícia Militar de MG Foto: Polícia Militar de MG

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça negou o pedido da Polícia Federal para apreender o passaporte de Nathana Lopes Figueiredo e impedir sua viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ela estava com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, quando ele foi preso em março.

Dias depois da prisão e da morte de Mourão, Nathana ligou para um delegado da PF. Disse que estava “muito abalada” e perguntou se haveria problema em viajar. Também pediu para prestar depoimento por videoconferência após chegar aos Emirados Árabes Unidos. Como justificativa, afirmou que a viagem era necessária porque sua mãe teria fraturado o pé.

A ligação ocorreu em 9 de março, seis dias depois da prisão e três dias após a morte de Sicário. Para a PF, Nathana era uma testemunha-chave dos fatos relacionados a Mourão, e a viagem, sem endereço conhecido no exterior, poderia comprometer as investigações.

Mendonça entendeu que o aviso antecipado indicava intenção de colaborar. “Caso contrário, a ligação não teria sido feita e dificilmente sua viagem seria conhecida antes de se realizar”, escreveu o ministro.

Relação com Mourão

Um relatório da PF informa que Nathana estava no apartamento quando os agentes chegaram, às 6 horas do dia 3 de março, para cumprir o mandado de prisão contra Mourão. Os policiais se referiram aos dois como moradores do imóvel, mas os documentos não detalham a relação entre eles.

O celular de Nathana foi apreendido, assim como os dois aparelhos que estavam com Mourão. Ambos se recusaram a fornecer as senhas. Segundo a PF, Sicário tentou entregar a ela, de forma escondida, um relógio de luxo para evitar a apreensão do objeto.

Não há informação sobre eventual retorno de Nathana ao Brasil, sua permanência no exterior ou a realização do depoimento. Também não consta o conteúdo de possível declaração prestada por ela aos policiais.

Investigação sobre a morte

O sigilo de documentos do caso foi levantado por Mendonça nesta sexta-feira, 11. Entre eles está o relatório da PF sobre a morte de Mourão. A conclusão foi que ele se enforcou com a camisa que usava.

A análise considerou imagens das câmeras de segurança, 17 laudos periciais e depoimentos de 17 pessoas, incluindo agentes da PF, profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e presos que estavam na carceragem no dia do ocorrido.

Mourão tentou suicídio na carceragem da PF em Belo Horizonte após ser preso, foi levado ao hospital e morreu. Mendonça arquivou o caso ao concluir que não havia omissão dos policiais nem elementos para responsabilização penal.

A PF aponta que Sicário recebia R$ 1 milhão mensais de Daniel Vorcaro para pagar integrantes da “Turma”, grupo acusado de agir com violência contra desafetos do banqueiro, cooptar servidores públicos e acessar sistemas judiciais em busca de investigações sigilosas.

Segundo a PF, a organização também fez pesquisas sobre inquéritos contra Vorcaro no sistema ePol, de acesso exclusivo de policiais federais. Uma imagem dessa busca foi enviada por Mourão ao banqueiro em 15 de setembro de 2025. A corporação afirma ainda que a tela foi recebida de Marilson Roseno, policial federal aposentado apontado como integrante da “Turma”.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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