BRASÍLIA — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que tentativas de impedir eleitores de escolherem livremente seus candidatos serão reprimidas. O alerta foi feito em cadeia nacional de rádio e TV na noite deste sábado, 3, um dia antes da votação.
O ministro dirigiu o apelo a candidatos e apoiadores e destacou que ameaças, assédio e outras formas de interferência na decisão do eleitor não serão toleradas. “Amanhã é o dia da liberdade do voto”, declarou Nunes Marques.
Informações e segurança eleitoral
O presidente do TSE também pediu a colaboração dos brasileiros para melhorar a qualidade das informações em circulação. Em caso de dúvida, recomendou que os eleitores consultem os canais oficiais da Justiça Eleitoral e verifiquem o conteúdo antes de compartilhá-lo.
Nunes Marques defendeu a credibilidade da urna eletrônica e do sistema de votação brasileiro. Segundo ele, a urna integra a experiência democrática do país há 30 anos e conta com mecanismos de segurança, transparência e possibilidade de auditoria. “Nosso sistema de votação, que se atualiza a cada pleito, reúne mecanismos de segurança, transparência e auditabilidade únicos no mundo”, afirmou.
O ministro convidou os últimos dois eleitores de cada seção a acompanhar o encerramento da votação. Eles receberão um boletim de urna com os votos registrados no local. O documento terá um QR Code para permitir a comprovação do resultado pelo aplicativo “BU na Mão”.
Nunes Marques lembrou ainda que aparelhos eletrônicos, inclusive celulares, não podem ser levados à cabine de votação. Ele associou a regra ao caráter direto, secreto e igual do voto, conforme previsto na Constituição.
A Justiça Eleitoral também buscará em casa pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e moradores de comunidades remotas que tenham se cadastrado previamente. A medida inclui povos indígenas e quilombolas, para que possam ser levados à urna e exerçam o direito de votar.








