SÃO PAULO — O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira, 8, que a manifestação bolsonarista realizada na Avenida Paulista transmitiu uma mensagem relevante, apesar do público menor que o registrado em atos anteriores. Ele também cobrou uma reação institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) diante das revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro.
Convocado pelo candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, o ato reuniu 28,5 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da organização More in Common. A margem de erro é de 3,4 mil participantes para mais ou para menos.
“O ato vale pela mensagem. Nós tivemos um público que considero importante, um público bom. Agora, a mensagem reverberou muito”, disse Tarcísio após uma agenda de campanha relacionada ao Smart Sampa, programa de monitoramento por câmeras da Prefeitura de São Paulo.
Público abaixo de anos anteriores
A manifestação ficou abaixo dos registros de atos realizados na Paulista em 7 de Setembro. Em 2025, o público estimado foi de 42,2 mil pessoas; em 2024, de 45,4 mil. Não houve ato oficial em 2023. Em 2022, a estimativa foi de 32,7 mil participantes.
Segundo Tarcísio, o evento expressou indignação com o cenário político e cobrou respostas institucionais, especialmente do STF. O governador defendeu que o Supremo se una para apurar as revelações sobre Moraes, em vez de se concentrar na própria defesa. Também afirmou que o Senado precisa agir e se impor, sem citar diretamente o impeachment de ministros.
Tarcísio mencionou ainda a repercussão do ato nas redes sociais e na imprensa como sinal de sua importância. “Todo mundo está falando do evento. Isso é um sinal de que ele foi importante, de que reverberou, ganhou tração nas redes e na mídia”, afirmou.
A manifestação ocorreu após o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, evento que aliados avaliaram como abaixo das expectativas. O ato também foi realizado em meio às revelações sobre Moraes e Vorcaro. O ministro é alvo recorrente do bolsonarismo por relatar inquéritos que envolvem Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.








