Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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STF trancou investigação contra Cláudio Castro após voto de Mendonça

Decisão da Segunda Turma anulou provas de uma delação e encerrou investigação sobre suspeitas de propina contra o então governador do Rio.

STF trancou investigação contra Cláudio Castro após voto de Mendonça
Foto: Wilton Junior/Estadão

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou o trancamento de uma investigação contra o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. O julgamento acompanhou decisão do ministro André Mendonça e teve também os votos de Gilmar Mendes, Nunes Marques, Dias Toffoli e Edson Fachin.

A investigação tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi questionada pela defesa de Castro por causa de supostas irregularidades em uma delação premiada. O habeas corpus apresentado ao STF pediu o encerramento do caso. Mendonça, relator sorteado, concedeu a ordem, posteriormente confirmada por unanimidade pela Segunda Turma.

O acordo de colaboração do empresário Marcus Vinícius Azevedo da Silva havia sido firmado inicialmente com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e não citava Castro. O nome do então governador apareceu apenas depois, em um aditivo feito quando o caso estava no Ministério Público do Rio. Para Mendonça, a inclusão ocorreu perante uma autoridade sem competência para conduzir o procedimento, o que tornou o aditivo ilegal.

Com a decisão, foram anuladas as provas produzidas a partir dos atos de colaboração relacionados a Castro e também aquelas obtidas por derivação. O material que estava sob sigilo se perdeu após o trancamento da investigação.

Indícios citados na investigação

O caso apurava suspeitas de pagamentos de propina a Castro pelo empresário Marcus Vinícius e outros envolvidos. Na época dos pagamentos, Castro era vice-governador. O empresário havia sido assessor do gabinete de Castro quando ele era vereador.

Entre os elementos reunidos estavam mensagens sobre projetos com a Prefeitura do Rio de Janeiro e conversas a respeito de pagamentos. A investigação policial descreveu sete episódios com indícios de repasses diretamente a Castro ou a intermediários.

Um dos episódios ocorreu em 29 de julho de 2019. Câmeras registraram Castro chegando com uma mochila a um prédio onde um empresário faria um pagamento em dinheiro vivo. O delator Bruno Salem estimou que Castro teria recebido cerca de R$ 100 mil em espécie naquela ocasião. As provas desse episódio também foram anuladas.

A decisão voltou a ser citada no contexto do conflito interno no STF. Mendonça e Gilmar Mendes, que votaram juntos no trancamento do inquérito, passaram a ocupar posições opostas no tribunal após Mendonça entregar um relatório da Polícia Federal sobre conversas do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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