Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Política

Senado concentra alianças de Lula e Flávio Bolsonaro antes das eleições de 2026

Disputa por cadeiras no Senado envolve alianças estaduais distintas das articulações nacionais e média de 5,8 candidatos por vaga.

Senado concentra alianças de Lula e Flávio Bolsonaro antes das eleições de 2026
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A disputa pelo Senado ganhou peso nas eleições de 2026 porque os partidos que conquistarem a maioria das cadeiras terão vantagem na votação de projetos e na escolha do próximo presidente da Casa. A composição também influencia decisões sobre pedidos de impeachment e a aprovação de indicações para órgãos estratégicos.

O Senado renovará 54 vagas, dois terços do total, com duas cadeiras destinadas a cada unidade da federação. Ao todo, 316 candidatos participam da disputa, em uma média de 5,8 nomes por vaga. A concorrência é menor que a registrada na Câmara dos Deputados, que reúne 7,7 mil candidatos para 513 cadeiras, com média nacional de 15 candidatos por vaga.

Luiz Inácio Lula da Silva lançou 16 candidatos ao Senado em 16 estados e no Distrito Federal. A estratégia inclui chapas mistas e apoio a partidos aliados em outras unidades da federação. Flávio Bolsonaro, por sua vez, deixou Alagoas e Amapá fora da composição das chapas e priorizou nomes do PL.

Diferenças entre alianças estaduais e nacionais

As articulações locais não seguem necessariamente as alianças nacionais. Lula e Flávio apoiam candidatos ao Senado de partidos ligados a Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo, ambos presidenciáveis.

No PSD, Carlos Fávaro, senador e ex-ministro da Agricultura e Pecuária de Lula, o deputado federal Pedro Paulo e o advogado Júlio César integram a coligação que declarou apoio ao PT. Em outra frente, Deltan Dallagnol, deputado federal cassado, além dos parlamentares Marcel van Hattem e Lucas Barreto, deve apoiar Flávio.

O União Brasil também se dividiu entre PT e PL em pelo menos cinco estados. Lula apoia Alinny Serrão, no Amapá, e Chicão, no Pará. Flávio apoia Capitão Wagner, no Ceará, Fernando Máximo, em Rondônia, e Carlos Gaguim, no Tocantins.

Na Câmara, o Distrito Federal registra a maior média, com 20,8 candidatos por vaga. O Amapá tem o menor índice, com 11,1. São Paulo reúne 15,9 candidatos por cadeira. No Senado, o Piauí tem dez nomes na disputa, enquanto Alagoas apresenta média de 3,5 candidatos por vaga; em São Paulo, são oito.

Entre as atribuições do Senado estão abrir e julgar pedidos de impeachment contra o chefe do Executivo e ministros do Supremo Tribunal Federal. Os senadores também podem aprovar ou rejeitar indicações para o Banco Central, tribunais superiores e agências reguladoras após sabatina.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5