O Estreito de Ormuz registrou apenas quatro navios em trânsito nas últimas 24 horas, enquanto 250 aguardavam passagem, informou a plataforma Hormuz Strait Monitor. Antes da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, quase 140 embarcações cruzavam o canal diariamente.
O bloqueio promovido pelo Irã na passagem estratégica também pressionou o preço do petróleo. O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência americana, era negociado a US$ 91 nesta sexta-feira, ante US$ 67 em 27 de fevereiro. Antes do conflito, Ormuz era utilizado para transportar 20% do petróleo mundial.
Operação americana
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou neste sábado (5) que atingiu três petroleiros iranianos. A ação ocorreu depois de o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lançar mísseis balísticos contra dois navios de guerra da Marinha americana que patrulhavam águas no Oriente Médio.
De acordo com o comando, um porta-aviões e um contratorpedeiro de mísseis guiados dos Estados Unidos escaparam de múltiplos ataques. Não houve militares americanos feridos, segundo o Centcom.
Os alvos foram o M/T Downy, nas proximidades da Ilha de Kharg; o M/T Stark 1, perto de Jask, na costa sul do Irã; e o M/T Kylo, que estava sem carga no Golfo de Omã. As forças americanas disseram que o último navio recebeu ordens para ser abandonado antes de ser atingido em pontos considerados críticos, com o objetivo de deixá-lo inoperante.
O Centcom afirmou que os três navios integram uma rede clandestina multibilionária que financia o Corpo da Guarda Revolucionária e grupos aliados na região. O almirante Brad Cooper, comandante do órgão, declarou: “se vocês dispararem contra dois de nossos navios, imporemos um custo econômico ainda maior — eliminando três dos seus”.
Custos e declarações
Estados Unidos e Irã retomaram as trocas de ataques há uma semana, após uma interrupção de cerca de um mês. O conflito já custou mais de US$ 37,5 bilhões aos cofres americanos e provocou a morte de 18 militares dos EUA.
Na sexta-feira (4), Donald Trump defendeu a avaliação de seu vice, J.D. Vance, de que o estágio atual não configura uma guerra. Trump afirmou que os ataques têm sido “intermitentes” e classificou a situação como “small potatoes”, expressão traduzida no texto como “fichinha”.
Embora os Estados Unidos afirmem controlar Ormuz e manter a passagem aberta, os dados da Hormuz Strait Monitor mostram movimento reduzido no estreito.








