Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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EUA afirmam ter destruído cinco petroleiros iranianos no Golfo de Omã

Comando Central dos EUA diz que ataques ocorreram após tentativas iranianas de atingir um navio de guerra com mísseis balísticos.

EUA afirmam ter destruído cinco petroleiros iranianos no Golfo de Omã
Foto: Vahid Salemi/AP

As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter destruído cinco petroleiros iranianos após tentativas do Irã de atingir um navio de guerra americano com mísseis balísticos. A informação foi divulgada na noite desta terça, 8, pelo Comando Central dos EUA.

Segundo o comando, o navio americano evitou os ataques e continuou patrulhando as águas da região. Nenhum militar dos Estados Unidos ficou ferido. As tripulações dos cinco petroleiros teriam recebido instruções para abandonar as embarcações antes dos ataques.

Quatro dos navios — Kivik, Charminar, Horizon 1 e Riesco — foram destruídos no Golfo de Omã. A embarcação Derya foi atingida perto da Ilha de Kharg, no Estreito de Ormuz.

A televisão estatal iraniana confirmou ataques americanos e informou que pelo menos três petroleiros foram atingidos perto do porto de Jask, no sul do Irã, e da Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico. A emissora afirmou que as tripulações foram evacuadas.

Um repórter da televisão estatal em Jask relatou que um petroleiro foi atingido perto da costa de Yekbeni e que outra explosão foi ouvida na região. Mais tarde, a emissora informou que um segundo navio foi atacado nas águas próximas a Jask. As equipes das duas embarcações estariam sendo retiradas em botes salva-vidas em direção à costa.

Outro petroleiro foi atacado na área de ancoragem da Ilha de Kharg, ainda de acordo com a televisão estatal. A tripulação foi retirada com segurança pouco depois do ataque.

Risco de novas retaliações

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que os Estados Unidos não deixarão os ataques iranianos sem resposta. “O Irã continua tentando atingir navios de guerra americanos. E, toda vez que fizerem isso ou tentarem fazer isso, perderão petroleiros”, afirmou a repórteres nesta terça-feira, durante uma viagem à Colômbia.

Danny Citrinowicz, especialista em Irã do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel, avaliou que as ações podem elevar o risco de novas represálias e ampliar os impactos sobre a economia global. Para ele, não há solução militar para o problema do Estreito de Ormuz, e novas tentativas desse tipo podem aproximar Washington e Teerã de uma escalada difícil de controlar.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã advertiu tripulações de petroleiros próximos aos portos do Kuwait e do Bahrein a deixarem imediatamente as embarcações. A Guarda afirmou que os navios poderiam ser atacados em retaliação às ações americanas e acusou Kuwait e Bahrein de abrigarem forças dos Estados Unidos e auxiliarem os ataques.

No sábado, as Forças Armadas americanas disseram ter atacado três petroleiros iranianos após navios de guerra dos EUA serem alvo de mísseis balísticos. Washington advertiu que, se necessário, destruiria a frota petrolífera iraniana. Depois, o Irã afirmou que planejava anunciar uma nova zona de exclusão perto do Estreito de Ormuz.

Sanções contra a aviação iraniana

O governo de Donald Trump anunciou nesta terça-feira sanções contra setores da indústria de aviação do Irã. As medidas atingiram mais de duas dezenas de companhias aéreas comerciais e privadas, além de prestadores estrangeiros de serviços de transporte de carga.

Estados Unidos e Irã disputam o controle do Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de um quinto do petróleo mundial antes do início da guerra. O barril do petróleo Brent chegou a US$ 99,46, cerca de R$ 506, nesta terça-feira.

Um bloqueio americano aos portos iranianos tem limitado as exportações de petróleo do país. As Forças Armadas dos EUA também ajudam um número limitado de navios a atravessar o estreito por uma rota na costa de Omã, enquanto Teerã quer que as embarcações usem uma rota determinada pelo próprio Irã.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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