Os Estados Unidos reduziram os períodos de proteção aérea oferecidos a petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz. As embarcações passaram a receber a recomendação de navegar em horários determinados, com limite de 2 horários de proteção por dia.
A orientação aparece em e-mails trocados entre a equipe de Coordenação e Orientação Naval para Navegação dos EUA e consultores marítimos. Os operadores são aconselhados a evitar a travessia durante a noite e a seguir os períodos indicados para obter o maior suporte militar possível.
“Agora estamos fornecendo horários de trânsito recomendados que variam de acordo com o dia. Sua embarcação não precisa viajar nesses horários, mas é recomendável para receber o melhor suporte”, dizia um dos e-mails.
Proteção na rota ao sul
Desde maio, os Estados Unidos oferecem cobertura aérea a navios que usam uma rota próxima à costa de Omã, no lado sul do estreito. A estratégia busca reduzir os riscos para embarcações comerciais e preservar parte do fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico.
A mudança ocorre depois de o Irã confirmar uma ofensiva contra 2 navios americanos e oito petroleiros, em resposta a ataques dos Estados Unidos contra cinco petroleiros iranianos. O governo iraniano também anunciou nesta semana a intenção de estabelecer uma chamada “zona restrita” no estreito. Segundo as autoridades do país, embarcações que entrarem na área poderão sofrer sanções, mas a aplicação das medidas ainda não foi detalhada.
A travessia do Estreito de Ormuz dura cerca de sete horas para um navio comercial em velocidade baixa ou moderada. A passagem continua sob tensão entre Estados Unidos e Irã, após novos ataques registrados pelos dois lados.
O analista naval Joshua Tallis afirmou que limitar os períodos de cobertura é “um meio eficaz de gerenciar os custos associados a uma defesa persistente e indefinida dos EUA na rota sul do Estreito de Ormuz”. Ele estimou que operar uma aeronave militar americana avançada pode custar entre US$ 25.000 e US$ 75.000 por hora.
Uma das orientações aos operadores citava 9 horas da manhã como exemplo de horário para a travessia. Os petroleiros não são obrigados a cumprir os períodos indicados, mas são incentivados a fazê-lo para receber maior proteção.








