Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Trump defende reunificação da Irlanda durante visita a Dublin

Presidente dos EUA disse que uma Irlanda unificada seria “fantástica” e afirmou que o Reino Unido teria participação na decisão.

Trump defende reunificação da Irlanda durante visita a Dublin
Foto: Saul Loeb/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado, 12, que gostaria de ver a reunificação da República da Irlanda com a Irlanda do Norte, território que pertence ao Reino Unido. A afirmação foi feita durante uma reunião com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, em Dublin.

Trump disse que não queria causar problemas, mas que gostaria de ver a reunificação ocorrer. Também afirmou que isso aconteceria eventualmente e que seria melhor ocorrer agora. O presidente acrescentou que o Reino Unido teria participação na decisão.

Histórico do conflito

A disputa sobre o futuro da Irlanda do Norte opôs, durante décadas, nacionalistas — em sua maioria católicos, favoráveis à união com o restante da Irlanda — e unionistas, em sua maioria protestantes, que defendiam a permanência no Reino Unido. A violência associada ao conflito deixou cerca de 3.600 mortos.

Quando a Irlanda se tornou um país autônomo de maioria católica romana, há um século, uma região de seis condados no norte, de maioria protestante, continuou vinculada ao Reino Unido. As tensões deram origem aos Conflitos, período de três décadas marcado pela atuação de grupos paramilitares e tropas britânicas.

O acordo de paz de 1998, que contou com papel importante dos Estados Unidos, reduziu amplamente a violência, mas não resolveu o status final da Irlanda do Norte.

Reuniões e protestos em Dublin

Trump também se reuniu com a presidente da Irlanda, Catherine Connolly, na residência oficial Áras an Uachtaráin. Os dois apertaram as mãos e conversaram antes de entrarem no local. Depois, o presidente americano prestou continência enquanto uma banda das Forças de Defesa Irlandesas executava o hino nacional dos Estados Unidos.

Connolly havia protestado contra uma visita de Trump à Irlanda em 2019, durante o primeiro mandato dele. A presidente, que ocupa um cargo de forte influência cerimonial, já criticou a política americana no Oriente Médio e chamou Trump de “valentão”.

A polícia isolou a área ao redor do Phoenix Park, em Dublin, que tem 700 hectares. Trump ainda se encontraria com Martin na residência oficial do governo, em Farmleigh, e faria uma parada em Deerfield, residência do embaixador dos Estados Unidos.

Moradores criticaram os transtornos provocados pela visita. O taxista Christopher Fox disse que Trump estava causando caos na cidade para ir a Doonbeg jogar golfe. A estudante Mina Petrovski classificou como vergonhosas as atitudes do presidente em relação a mulheres, imigrantes e comunidades minoritárias.

Partidos de oposição de esquerda, grupos antimilitaristas, organizações pró-Palestina, ambientalistas e outros grupos planejavam manifestações contra Trump em Dublin.

Golfe e defesa da família

Após os compromissos na capital, Trump viajaria para Doonbeg, do outro lado do país, para acompanhar o Aberto da Irlanda em seu clube de golfe à beira-mar. A visita também combinou compromissos oficiais com interesses pessoais do presidente.

Eric Trump, filho do presidente, defendeu a presença da família na Irlanda e afirmou que o resort Trump International, em Doonbeg, é o maior empregador da região. Em entrevista na sexta-feira, 11, ele disse que moradores poderiam atestar os investimentos e o respeito da família pelo país.

Trump chegou à Irlanda durante a noite, depois das comemorações do 25º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001. Antes da viagem, passou as duas noites anteriores à cerimônia de sexta-feira em um comício político em Dallas.

O presidente costuma jogar golfe nos fins de semana em clubes que possui na Flórida, em Nova Jersey e na Virgínia. O Aberto da Irlanda é o segundo evento do European Tour realizado neste ano em uma propriedade de Trump. No mês passado, o Nexo Championship ocorreu no campo dele em Aberdeen, na Escócia.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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