DOONBEG, Irlanda — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a união da Irlanda do Norte com a República da Irlanda, mas evitou declarar apoio à independência da Escócia. As afirmações foram feitas neste domingo durante uma visita a um torneio de golfe em um de seus resorts.
Trump havia manifestado apoio à unificação irlandesa durante uma visita a Dublin no sábado, após uma reunião com Micheal Martin, primeiro-ministro da Irlanda. Na ocasião, afirmou que adoraria ver a mudança ocorrer o mais rápido possível. No domingo, reiterou a posição ao dizer: “uma das coisas mais ‘naturais’ de todos os tempos é uni-las”.
Questionado sobre a Escócia, o presidente americano afirmou que não trataria do assunto naquele momento e que deixaria o tema para outro dia. A família Trump possui um resort de golfe na Escócia, que rejeitou a independência do restante do Reino Unido em 2014.
Reação do governo irlandês
Martin disse que a resposta de alguns políticos unionistas às declarações de Trump foi exagerada. O premiê afirmou que os dois conversaram sobre a Irlanda do Norte, sua relação com a República da Irlanda e o processo que levou a região administrada pelos britânicos à paz.
O acordo de paz de 1998 encerrou três décadas de violência entre nacionalistas irlandeses, favoráveis a uma Irlanda unificada, e unionistas, que defendiam a permanência da Irlanda do Norte no Reino Unido.
Em entrevista separada, Martin declarou apoiar a unificação, mas disse não acreditar que ela ocorra agora. “É provável que, se uma votação fosse realizada na próxima semana, seria muito difícil que fosse aprovada”, afirmou.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, descartou uma nova votação sobre a independência escocesa e também um referendo sobre a saída da Irlanda do Norte do Reino Unido.









