Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Economia

Escócia, Gales e Irlanda do Norte articulam independência do Reino Unido

Líderes assinaram em Cardiff um memorando que prevê cooperação e entrada na União Europeia após uma eventual separação de Londres.

Escócia, Gales e Irlanda do Norte articulam independência do Reino Unido

Líderes da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte assinaram um memorando de entendimento para articular a independência em relação ao Reino Unido. O documento prevê que os três países busquem ingressar na União Europeia depois de uma eventual separação de Londres.

Participaram da reunião John Swinney, primeiro-ministro da Escócia; Michelle O’Neill, primeira-ministra da Irlanda do Norte; Mary Lou McDonald, presidente do Sinn Féin; e Rhun ap Iorweth, líder do Plaid Cymru, partido que governa o País de Gales. O encontro ocorreu em Cardiff, capital galesa.

O memorando afirma que cada nação tem direito de definir o próprio futuro por meios democráticos. O texto também declara que o modelo econômico britânico está “falido” e associa o Brexit à redução de oportunidades e ao enfraquecimento das economias dos países.

Diferentes estágios para a separação

A Escócia pretende realizar uma votação sobre a independência até 2031, segundo Swinney, embora a consulta dependa da autorização de Londres. A última votação escocesa sobre o tema ocorreu em 2014, quando 55% da população optou por permanecer no Reino Unido.

A Irlanda do Norte tem direito constitucional a um referendo sobre a questão. Essa previsão faz parte do Good Friday Agreement, firmado em 1998 entre Londres e a República da Irlanda para encerrar os episódios de violência conhecidos como The Troubles.

No País de Gales, o governo local ainda não tem autorização para realizar referendos de independência. O premiê galês afirmou, após o encontro, que buscará obter essa prerrogativa. Em maio, o Plaid Cymru encerrou décadas de domínio do Partido Trabalhista na política local e formou um governo nacionalista alinhado aos governos escocês e norte-irlandês.

Brexit e cenário político

As populações da Escócia e da Irlanda do Norte votaram contra a saída da União Europeia, enquanto o Brexit foi aprovado pela votação dos ingleses. O episódio alterou a relação entre os países do Reino Unido e Londres e contribuiu para o aumento do sentimento antibritânico nas legislaturas locais.

Na Escócia, o Partido Nacional Escocês consolidou sua força nos últimos 10 anos. Na Irlanda do Norte, o Sinn Féin, defensor da unificação irlandesa, chegou ao poder pela primeira vez em 2024.

A mobilização também ocorre após Andy Burnham indicar a parlamentares que poderia autorizar um novo referendo escocês caso houvesse um consenso claro favorável. Swinney afirmou que Burnham pode entrar para a história como o último primeiro-ministro do Reino Unido.

Para Francesco Nicoli, professor de ciência política na Faculdade Politécnica de Turim e especialista em União Europeia, o crescimento do Reform UK, partido liderado por Nigel Farage, reforça a preocupação dos três países com a possibilidade de serem deixados de lado. Nicoli também citou a falta de uma legislação britânica codificada como fator de insegurança jurídica.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5