ESTOCOLMO — Os partidos de centro-esquerda que apoiam Magdalena Andersson para primeira-ministra aparecem na liderança das eleições parlamentares da Suécia, com 51,3%, segundo pesquisa de boca de urna da emissora SVT divulgada neste domingo. Uma sondagem separada da TV4 também apontou vantagem do bloco.
Os primeiros resultados oficiais da Autoridade Eleitoral da Suécia eram esperados nas próximas horas. A margem indicada pela boca de urna ainda pode mudar, já que esse tipo de pesquisa nem sempre antecipou corretamente o resultado final no país.
Em 2022, a pesquisa de boca de urna projetou a vitória do grupo de Andersson, mas a eleição terminou com a vitória de uma coalizão de direita liderada por Ulf Kristersson, atual primeiro-ministro da Suécia.
Disputa entre os blocos
Os Democratas da Suécia, partido de extrema-direita, tinham 17,2% na pesquisa da SVT. Uma vitória do bloco de direita poderia levar a legenda ao governo pela primeira vez.
A eleição é tratada por muitos como um referendo sobre o partido, que tem raízes em uma ala neonazista. O resultado deve indicar se o país nórdico, com 10,6 milhões de habitantes, manterá a guinada à direita ou retomará o progressismo pelo qual é conhecido há muito tempo.
Pesquisas de opinião realizadas nesta semana mostravam uma vantagem estreita da oposição de centro-esquerda sobre o bloco de direita no poder. Kristersson, que permaneceu atrás nas sondagens ao longo de seus quatro anos no cargo, recuperou terreno nas últimas semanas de campanha, enquanto Andersson e os social-democratas perderam força.
Críticos dizem que o governo de Kristersson reduz as liberdades civis ao exigir que imigrantes se adaptem mais às normas culturais suecas ou deixem o país, com o uso de incentivos e penalidades.
O desempenho dos Democratas da Suécia também é acompanhado por partidos de extrema-direita em ascensão na Europa. O grupo espera avançar nas próximas eleições do continente, enquanto o Reunião Nacional disputará a Presidência da França no ano que vem.








