A Suécia realiza neste domingo uma eleição geral marcada pelo equilíbrio entre a aliança de quatro partidos de direita, que inclui os Democratas Suecos, e a oposição de esquerda, liderada pela social-democrata Magdalena Andersson. O resultado pode levar a extrema-direita ao governo pela primeira vez no país ou devolver o poder à esquerda.
O primeiro-ministro conservador Ulf Kristersson afirmou estar otimista com a vitória de seu bloco. Caso a aliança vença, ele prometeu oferecer aos Democratas Suecos seus primeiros cargos no gabinete. Kristersson votou em Strangnas, seu município natal.
Durante boa parte da campanha, as pesquisas indicaram vantagem confortável para a oposição, formada por quatro partidos. A diferença, porém, diminuiu nos últimos dias e chegou a um empate técnico. Andersson votou em Nacka, também seu município natal, e afirmou: “Agora cabe ao povo sueco decidir qual rumo nosso país deve tomar”.
Disputa sobre imigração e segurança
O partido de Andersson, que governou a Suécia durante grande parte do século XX e continua sendo o maior do país, prometeu reforçar o estado de bem-estar social e apoiar famílias afetadas pelo aumento do custo de vida.
Kristersson disse que pretende concentrar o próximo período em melhorar o cotidiano da população. Ele atribuiu à política de repressão ao crime organizado e à imigração a redução dos tiroteios e atentados a bomba ligados a redes criminosas, além da queda dos pedidos de asilo ao menor nível já registrado.
A coligação minoritária de três partidos firmou um acordo em 2022 com os Democratas Suecos. O pacto garante ao partido influência sobre políticas de imigração e segurança em troca de apoio no Parlamento.
Jimmie Åkesson, líder dos Democratas Suecos, conduziu a legenda, que tem raízes neonazistas, para o centro do espectro político nas últimas duas décadas. Em um comício em Estocolmo, ele declarou: “Já vencemos!”.
Votação e formação do governo
A ativista climática Greta Thunberg pediu aos eleitores que votassem contra a aliança entre o governo de direita e a extrema-direita. Em Estocolmo, o eleitor Tommy Strand afirmou ter escolhido o Partido Verde por considerar o clima a principal questão da eleição.
As urnas fecham às 20h, com pesquisas de boca de urna previstas para o mesmo horário. Os primeiros resultados confiáveis devem sair algumas horas depois.
Cerca de oito milhões de pessoas estão aptas a votar em um país de 10,6 milhões de habitantes. A participação costuma superar 80%, e aproximadamente metade dos eleitores votou antecipadamente.
Uma vitória da direita tornaria relativamente simples a formação de um novo governo. Se a esquerda conquistar a maioria, porém, a fragmentação ideológica entre seus quatro partidos deverá exigir negociações para definir a composição da administração.







