SUÉCIA — A oposição de centro-esquerda venceu as eleições parlamentares e voltará ao comando do governo sueco após quatro anos. A aliança liderada pelo Partido Social-Democrata conquistou a maioria necessária para governar, conforme a contagem oficial concluída pela Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (17).
O bloco oposicionista obteve 176 das 349 cadeiras do Parlamento, enquanto a coalizão governista de direita ficou com 173 assentos. O resultado ainda será submetido a uma certificação formal nos próximos dias, embora todos os votos já tenham sido contabilizados.
Troca no comando do governo
Com a derrota confirmada, o primeiro-ministro Ulf Kristersson, de 62 anos, anunciou que deixará o cargo. A expectativa é que Magdalena Andersson, líder social-democrata de 59 anos, retorne ao posto de primeira-ministra. Conhecida no país como “Magda”, ela já havia comandado o Executivo antes de deixar o poder em 2022.
A votação principal ocorreu no domingo (13), mas a apuração levou quatro dias para ser concluída. Durante a campanha, os social-democratas defenderam o fortalecimento do Estado de bem-estar social e medidas de apoio financeiro direto às famílias para enfrentar a elevação do custo de vida.
As pesquisas indicavam vantagem confortável para a oposição nos meses anteriores à eleição. Na reta final, porém, a diferença entre os blocos diminuiu até chegar a um empate técnico na véspera da votação. Kristersson buscava mais quatro anos no governo com a promessa de “tornar a Suécia grande novamente”.
Recuo da extrema direita
O resultado também marcou o primeiro recuo eleitoral da extrema direita sueca desde 2010. O partido Democratas da Suécia (SD) perdeu cadeiras e deixou de ocupar a posição de segunda maior força política do país.
A legenda havia entrado no Parlamento em 2010. Os social-democratas, por sua vez, são descritos como a força política dominante na história da Suécia durante boa parte do século 20.








