SÃO PAULO — Os planos de governo de Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (PL) para São Paulo colocam a saúde entre os principais eixos das campanhas. As propostas tratam de filas, atendimento especializado, regionalização da rede, digitalização e prevenção.
Acesso e redução da espera
Tarcísio apresenta o programa “Saúde na Trilha Certa”, que prevê reorganizar os serviços conforme as necessidades de cada região. A medida busca ampliar a oferta de consultas, exames, cirurgias e tratamentos, além de diminuir os deslocamentos dos pacientes. O plano também inclui novos hospitais, ambulatórios e centros de reabilitação.
O candidato propõe ampliar o SUS Paulista, que utiliza a Tabela SUS Paulista para complementar os pagamentos do Ministério da Saúde a hospitais filantrópicos e Santas Casas. A expansão alcançaria hospitais públicos municipais e serviços municipais de Terapia Renal Substitutiva.
Haddad, por meio do plano “Saúde na Hora Certa”, propõe divulgar a fila de consultas, exames e cirurgias desde o primeiro ano de governo. O paciente poderia verificar a posição e a previsão de espera usando o CPF, com a ordem de atendimento definida por critérios clínicos.
A proposta também prevê reforçar a oferta de consultas especializadas, exames e cirurgias com telessaúde, unidades móveis de saúde e serviços contratados da rede privada, sem cobrança ao paciente.
Tecnologia e rede pública
O programa de Tarcísio prevê ampliar em 40% os teleatendimentos do SP Inova Saúde, conectando especialistas a áreas com dificuldade de acesso. Ferramentas digitais seriam usadas para diminuir a espera e facilitar o atendimento especializado.
Haddad propõe disponibilizar o histórico médico e os resultados de exames no Meu SUS Digital. Dessa forma, profissionais poderiam consultar os dados dos pacientes em diferentes pontos da rede. O plano também inclui a integração do SAMU com hospitais, além do uso de telessaúde e inteligência artificial em atendimentos de urgência e na regulação de leitos.
Prevenção e atenção básica
Tarcísio pretende fortalecer a atenção primária por meio do IGM SUS Paulista, que considera indicadores de vulnerabilidade e desempenho na distribuição de recursos aos municípios. As prioridades incluem vacinação, pré-natal, prevenção da mortalidade infantil, rastreamento de câncer, controle de hipertensão e diabetes e combate à dengue e à chikungunya.
O plano estabelece que 80% dos municípios paulistas alcancem cobertura vacinal mínima de 95% até 2030. Também prevê protocolos para ampliar a identificação e o diagnóstico precoce de câncer, além de um sistema que use dados e inteligência artificial para detectar sinais de possíveis surtos de doenças.
Haddad defende a integração entre postos de saúde, ambulatórios, hospitais e laboratórios. A Secretaria Estadual de Saúde retomaria a coordenação da rede, da regionalização e da regulação da atenção especializada. O programa ainda prevê reforço da vigilância em saúde e valorização dos profissionais por meio de concursos públicos e educação permanente.
Na atenção especializada, o plano de Haddad propõe aproximar os serviços dos pacientes, principalmente no interior e nas periferias, com apoio da telessaúde. Também inclui o fortalecimento da Farmácia Popular no estado e a integração de informações clínicas para garantir a continuidade do atendimento, do diagnóstico ao tratamento e ao acesso aos medicamentos.








