SÃO PAULO — Os planos de governo de Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) colocam o transporte público entre as principais propostas de infraestrutura para as eleições de 2026. Os dois candidatos defendem a expansão dos sistemas sobre trilhos, mas apresentam diferenças na integração da rede e no modelo de concessões.
Tarcísio aposta no programa SP nos Trilhos, que reúne projetos para metrôs, trens metropolitanos, trens intercidades e Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs). A iniciativa prevê intervenções em mais de 1.000 km de trilhos na Grande São Paulo, no interior e no litoral.
O candidato pretende continuar obras já iniciadas, como as expansões das linhas 2-Verde e 6-Laranja, além de estruturar novos eixos metroferroviários. Entre os projetos citados está a Linha 20-Rosa, planejada para ligar a capital ao ABC Paulista.
Também fazem parte da estratégia os serviços ferroviários de média distância. O Trem Intercidades Eixo Norte deve ligar São Paulo a Jundiaí e Campinas. O Trem Intermetropolitano tem previsão de começar em 2029, enquanto o Trem Intercidades está previsto para operar a partir de 2031.
Haddad igualmente propõe ampliar o transporte sobre trilhos e melhorar a conexão entre os diferentes sistemas. A campanha defende maior articulação entre os governos estadual e federal para financiar obras de mobilidade, incluindo projetos relacionados ao Trem Intercidades, à expansão do metrô e ao Rodoanel Norte.
Na integração metropolitana, Tarcísio propõe criar uma Autoridade Pública de Transporte Metropolitano. A estrutura teria o objetivo de coordenar ônibus, metrô e trens em quatro frentes: institucional, física, tarifária e operacional.
Haddad também trata a integração como prioridade, com a intenção de organizar de forma conjunta a expansão metroferroviária e os demais serviços de transporte. O plano busca melhorar as conexões entre diferentes regiões do estado.
Concessões e participação privada
Tarcísio defende manter concessões e parcerias com empresas privadas para financiar a expansão e a modernização da infraestrutura. O governo estadual já transferiu a operação de algumas linhas de trens metropolitanos à iniciativa privada e pretende preservar esse modelo.
Haddad critica o formato adotado pela administração atual. O plano prevê mais transparência na relação entre o poder público e as empresas, além de fiscalização dos contratos de concessão e privatização. As companhias também deverão cumprir as obrigações estabelecidas nos acordos.








