A segurança pública foi o principal tema da propaganda eleitoral exibida nesta segunda-feira. Flávio Bolsonaro concentrou sua participação no combate ao crime organizado e em mudanças na legislação penal, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva priorizou a soberania nacional, a indústria brasileira e a diminuição da dependência externa.
Flávio afirmou que as organizações criminosas ampliaram sua influência no país e apresentou a recuperação da sensação de segurança como uma forma de fortalecer a soberania. Entre as propostas, estão o enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas, o aumento das penas para crimes contra o patrimônio e a redução da maioridade penal.
O candidato também prometeu multiplicar por quatro as penas aplicadas a furtos e roubos de celulares. Em outro trecho do programa, mencionou a alta dos preços nos supermercados, os juros e a carga tributária. Ao lembrar sua atuação no Senado, voltou a defender o “tesouraço”, plano que combina redução de despesas públicas com diminuição de impostos.
Lula usou o slogan “traidores da pátria, nunca mais” para relacionar patriotismo à capacidade de o país desenvolver tecnologia, criar empregos e tomar decisões sem interferência de outros países. O presidente citou o fortalecimento de áreas estratégicas e mencionou o “tarifaço” anunciado por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, como uma medida com impacto sobre a economia global.
A propaganda petista também destacou investimentos em defesa, incluindo a retomada da fabricação de drones, embarcações da Marinha e aeronaves militares. A campanha afirmou que essas ações ajudam a formar uma nova indústria nacional e a criar empregos qualificados.
Ronaldo Caiado dedicou quase todo o programa à segurança. Ele propôs confiscar bens de criminosos, dobrar a pena para feminicídio e reforçar o combate ao tráfico de drogas nas fronteiras, além de defender uma política de “tolerância zero” para organizações criminosas.
Augusto Cury repetiu o conteúdo apresentado em dias anteriores, com propostas voltadas às periferias, estímulo ao empreendedorismo e ampliação do diálogo com a população.








