Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Política

Candidatos divergem sobre defesa, tecnologia e relações internacionais do Brasil

Propostas incluem investimento estatal em inteligência artificial, moeda sul-americana, redução de dependências externas e saída do BRICS.

Candidatos divergem sobre defesa, tecnologia e relações internacionais do Brasil
Foto: Arquivo

Os seis candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais apresentam propostas diferentes para ampliar a soberania do Brasil. As ideias abrangem defesa, tecnologia, energia, recursos minerais, fertilizantes, segurança cibernética, política externa e relações comerciais.

Luiz Inácio Lula da Silva trata a soberania nacional como um princípio permanente. Seu programa prevê investimentos na Base Industrial e Tecnológica de Defesa, com o objetivo de ampliar a produção brasileira de equipamentos militares e reduzir a dependência tecnológica externa.

A proposta também inclui o reforço da vigilância das fronteiras, da Amazônia Legal e da Amazônia Azul, além da ampliação da atuação da Inteligência de Estado. Na área digital, Lula defende uma infraestrutura computacional nacional, com supercomputadores operados por instituições públicas, modelos de inteligência artificial voltados às necessidades brasileiras, um Conselho Nacional pela Soberania Digital e o fortalecimento da defesa cibernética.

Na economia, o plano prevê reduzir a dependência externa de fertilizantes, medicamentos e insumos estratégicos. Também propõe uma política para minerais críticos e terras raras, com incentivo ao processamento e à agregação de valor no país. Na política externa, defende o multilateralismo, a autodeterminação dos povos, a união sul-americana e maior articulação com o BRICS.

Comércio, tecnologia e defesa

Flávio Bolsonaro propõe que o Brasil negocie com grandes mercados, como China, Estados Unidos, União Europeia e países asiáticos, sem considerar a orientação política dos governos. O plano prevê a reaproximação com Estados Unidos, Argentina e Israel, a abertura de novos mercados para produtos brasileiros e a atração de investimentos.

A candidatura também defende mais transparência sobre organizações não governamentais que recebem recursos internacionais e atuam em questões territoriais. Na área estratégica, prevê a redução de dependências externas em cadeias de suprimentos e tecnologia, além da modernização das Forças Armadas e do uso de drones e inteligência artificial.

Augusto Cury concentra suas propostas nas áreas tecnológica, digital, territorial e diplomática. O candidato defende o aumento da produção nacional de tecnologia e a atração de investimentos para fabricar semicondutores, chips e componentes eletrônicos.

Seu programa trata a inteligência artificial como infraestrutura estratégica de Estado. Entre as medidas estão a criação de um marco legal, o incentivo à pesquisa, o reforço da segurança cibernética e a proteção de dados estratégicos. Na política externa, a candidatura propõe priorizar os interesses nacionais em comércio, energia, tecnologia e recursos naturais, com uma postura firme baseada no diálogo.

Ronaldo Caiado relaciona a soberania à defesa do território, à proteção das fronteiras e à autonomia tecnológica. O programa prevê atualizar a Estratégia Nacional de Defesa, com prioridades para a Amazônia, o Atlântico Sul, o ciberespaço, as fronteiras e infraestruturas consideradas críticas.

O candidato também propõe ampliar a defesa cibernética e usar investimentos em ciência, tecnologia e indústria para desenvolver equipamentos militares e civis no Brasil. Na política externa, defende autonomia sem isolamento ou neutralidade, com diversificação de mercados, parceiros, tecnologias e fontes de financiamento.

Moeda regional e BRICS

Renan Santos identifica vulnerabilidades territoriais, industriais, militares, tecnológicas, monetárias e relacionadas a recursos estratégicos. Seu plano prevê uma Zona Econômica Especial para verticalizar a cadeia produtiva, da extração e do refino à fabricação de produtos de alta tecnologia, como ímãs e semicondutores.

A candidatura também quer ampliar a produção nacional de fosfato, potássio e nitrogênio para reduzir a dependência de fertilizantes importados. A meta estabelecida é que, a partir de 2035, nenhuma colheita brasileira dependa de fertilizantes importados.

Na área militar, Renan propõe autonomia completa do ciclo de combustível nuclear, incluindo capacidade industrial de reprocessamento, além do fortalecimento da indústria nacional de defesa e da ciberdefesa. O programa ainda defende uma cesta de moedas sul-americanas liderada pelo real para reduzir a dependência do dólar nas transações regionais.

Romeu Zema propõe uma diplomacia pragmática e soberana, voltada aos interesses econômicos, tecnológicos e comerciais brasileiros. O programa rejeita alinhamentos baseados apenas em afinidades ideológicas.

A principal medida apresentada é a retirada diplomática do Brasil do BRICS, com a manutenção das relações comerciais com os países do bloco. A proposta também prevê defender a independência brasileira para atuar como mediador em conflitos, especialmente na América do Sul.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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