Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Tecnologia

Nina Silva amplia atuação internacional após nova vitória em competição do Brics

Empresária venceu pelo segundo ano consecutivo na categoria Education & Skills Development e defendeu mais acesso a capital e tecnologia.

Nina Silva amplia atuação internacional após nova vitória em competição do Brics
Foto: Nina Silva foi Titã na primeira temporada do Elevator Pitch Brasil Reprodução/Instagram

Nina Silva venceu pelo segundo ano consecutivo o BRICS Women’s Startups Contest, na categoria Education & Skills Development. A empresária, investidora e conselheira também lidera o Movimento Black Money, hub de inovação e tecnologia voltado à autonomia da comunidade negra, e atua na expansão internacional da iniciativa.

A conquista mais recente ocorreu em setembro de 2026, durante sua primeira visita à Índia. Em 2025, o Movimento Black Money havia vencido na categoria Scale-up de Educação. Nina também recebeu, em 2021, o reconhecimento de Mulher Mais Disruptiva do Mundo no Women in Tech Global Awards.

Com mais de 25 anos de experiência em tecnologia, inovação, finanças e gestão corporativa, Nina foi Titã na primeira temporada do Elevator Pitch Brasil. Ela afirmou que sua trajetória combina mais de duas décadas de atuação com tecnologia, dados e estratégias de negócios e a experiência de quem precisou construir as próprias oportunidades.

Educação e inclusão financeira

Nina atribui à educação um papel central em sua trajetória. Ela contou que seus pais fizeram o possível para que ela e a irmã tivessem escolhas que eles não tiveram e afirmou que o aprendizado contínuo a mantém preparada para um mercado de tecnologia e transformação digital em constante mudança. Atualmente, lidera plataformas de educação tecnológica, como o Afreektech.

Criado por Nina e Alan Soares, o Movimento Black Money foi idealizado em 2017 para enfrentar problemas de exclusão financeira e digital. A iniciativa completará 10 anos em 2027. Entre os próximos passos estão ampliar a formação em tecnologia para a soberania digital, fortalecer serviços de inclusão produtiva e desenvolvimento econômico e apoiar a digitalização de negócios.

A organização também busca parcerias em outros países. Nina citou a intenção de ampliar conexões e negócios com o Sul Global e com países africanos de língua lusófona, além de estreitar parcerias estratégicas.

Empreendedorismo e acesso a capital

Na avaliação de Nina, o principal erro de muitos participantes do Elevator Pitch Brasil é não dominar os próprios números. Ela citou dificuldades para explicar margem de lucro, custo de aquisição e fluxo de caixa. Para a empresária, um pitch precisa apresentar com clareza o problema resolvido, conhecimento das finanças e autenticidade.

Nina também defendeu que empreendedores de comunidades tenham acesso a gestão, crédito, clientes e contatos fora de seus territórios. Para ela, “a comunidade é o maior polo de inovação do Brasil”. O programa, segundo a empresária, aproxima esses negócios de investidores e de um público maior.

Entre seus objetivos está ajudar a criar formas permanentes de financiar empresas negras, periféricas e de mulheres, com critérios de retorno e impacto. Nina também quer ver esses negócios como donos das tecnologias, marcas e dados que produzem.

A primeira temporada do Elevator Pitch Brasil terminou com a vitória de Arina Gomes.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5