Nina Silva venceu pelo segundo ano consecutivo o BRICS Women’s Startups Contest, na categoria Education & Skills Development. A empresária, investidora e conselheira também lidera o Movimento Black Money, hub de inovação e tecnologia voltado à autonomia da comunidade negra, e atua na expansão internacional da iniciativa.
A conquista mais recente ocorreu em setembro de 2026, durante sua primeira visita à Índia. Em 2025, o Movimento Black Money havia vencido na categoria Scale-up de Educação. Nina também recebeu, em 2021, o reconhecimento de Mulher Mais Disruptiva do Mundo no Women in Tech Global Awards.
Com mais de 25 anos de experiência em tecnologia, inovação, finanças e gestão corporativa, Nina foi Titã na primeira temporada do Elevator Pitch Brasil. Ela afirmou que sua trajetória combina mais de duas décadas de atuação com tecnologia, dados e estratégias de negócios e a experiência de quem precisou construir as próprias oportunidades.
Educação e inclusão financeira
Nina atribui à educação um papel central em sua trajetória. Ela contou que seus pais fizeram o possível para que ela e a irmã tivessem escolhas que eles não tiveram e afirmou que o aprendizado contínuo a mantém preparada para um mercado de tecnologia e transformação digital em constante mudança. Atualmente, lidera plataformas de educação tecnológica, como o Afreektech.
Criado por Nina e Alan Soares, o Movimento Black Money foi idealizado em 2017 para enfrentar problemas de exclusão financeira e digital. A iniciativa completará 10 anos em 2027. Entre os próximos passos estão ampliar a formação em tecnologia para a soberania digital, fortalecer serviços de inclusão produtiva e desenvolvimento econômico e apoiar a digitalização de negócios.
A organização também busca parcerias em outros países. Nina citou a intenção de ampliar conexões e negócios com o Sul Global e com países africanos de língua lusófona, além de estreitar parcerias estratégicas.
Empreendedorismo e acesso a capital
Na avaliação de Nina, o principal erro de muitos participantes do Elevator Pitch Brasil é não dominar os próprios números. Ela citou dificuldades para explicar margem de lucro, custo de aquisição e fluxo de caixa. Para a empresária, um pitch precisa apresentar com clareza o problema resolvido, conhecimento das finanças e autenticidade.
Nina também defendeu que empreendedores de comunidades tenham acesso a gestão, crédito, clientes e contatos fora de seus territórios. Para ela, “a comunidade é o maior polo de inovação do Brasil”. O programa, segundo a empresária, aproxima esses negócios de investidores e de um público maior.
Entre seus objetivos está ajudar a criar formas permanentes de financiar empresas negras, periféricas e de mulheres, com critérios de retorno e impacto. Nina também quer ver esses negócios como donos das tecnologias, marcas e dados que produzem.
A primeira temporada do Elevator Pitch Brasil terminou com a vitória de Arina Gomes.








