Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Brasil

Dez funções de carros que a tecnologia transformou — e nem sempre melhorou

Chaves por cartão, telas giratórias e comandos digitais mudaram tarefas básicas, mas algumas soluções dificultam o uso cotidiano dos veículos.

Dez funções de carros que a tecnologia transformou — e nem sempre melhorou
Foto: Christian Castanho/Quatro Rodas

A indústria automobilística tem reinventado funções tradicionais em uma corrida por inovação. Entre as novidades estão retrovisores digitais, cartões que substituem chaves, ajustes feitos pela central multimídia e maçanetas eletrônicas. Algumas soluções podem facilitar a condução; outras tornam operações simples mais trabalhosas ou dependem de condições específicas para funcionar.

O Audi e-tron foi o primeiro automóvel a oferecer retrovisores digitais no Brasil. O sistema era opcional e custava R$ 13.000. Câmeras substituíam os espelhos e transmitiam as imagens para telas instaladas nos painéis das portas. A posição dos monitores foi considerada incômoda, enquanto a imagem era menos realista que a de um espelho. A principal vantagem apontada era a aerodinâmica, já que as câmeras ocupavam menos espaço que as capas dos retrovisores.

Comandos transferidos para telas

Algumas marcas trocaram a chave tradicional por um cartão NFC, que funciona por aproximação. O cartão precisa permanecer disponível para ser encostado em pontos específicos do carro, usados para abrir as portas e dar a partida. Por isso, não pode ser simplesmente deixado dentro de uma carteira.

Em veículos como os da Tesla, o ajuste da direção do fluxo do ar-condicionado é feito pela tela. Para mudar levemente a saída de ar, o motorista precisa acessar menus, em vez de movimentar um seletor manual. O mesmo princípio passou a ser usado para regular a direção e os espelhos: funções básicas foram levadas para submenus da central multimídia.

Sistemas de estacionamento automático também foram criados para realizar balizas. Na prática, o uso pode ser limitado pela falta de espaço para a manobra, pelo tempo necessário para posicionar o veículo e pelo receio da reação de outros motoristas. Fazer a operação manualmente pode ser mais rápido e seguro.

A BYD usa telas de multimídia que giram entre as posições horizontal e vertical. Apesar do efeito visual, a posição horizontal é a mais adequada para aplicativos como Apple CarPlay e Android Auto, que funcionam nessa orientação.

Recursos com uso restrito

O controle por gestos, associado a filmes de ficção científica como Minority Report, de Steven Spielberg, exige prática para que o veículo reconheça os sinais. O comando de voz pode ajudar o motorista a manter a atenção na condução, mas ainda falha ao interpretar instruções e pode gerar discussões confusas.

Maçanetas eletrônicas e retráteis foram adotadas pelo design e pela aerodinâmica, mas podem dificultar o acesso ao veículo em um acidente. Também deixam de funcionar em caso de pane elétrica ou falta de bateria.

Por fim, algumas montadoras oferecem serviços extras e opcionais, como aumento de potência, contratados online pela multimídia do veículo. O modelo prevê assinaturas mensais, mas ainda precisa convencer os consumidores.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5