CAMPINAS — A regra 10-80-10 é apresentada pelo especialista em tecnologia Elemar Júnior como uma forma de usar inteligência artificial sem transferir à ferramenta o controle sobre o trabalho. A proposta combina iniciativa humana, apoio tecnológico e responsabilidade na etapa final.
Durante participação no programa Tha com Tudo, da TH+ RECORD Campinas, Elemar afirmou que o risco está em deixar a tecnologia pensar no lugar do profissional. “Se você utilizar a inteligência artificial como uma substituta para você, para pensar no teu lugar, aí realmente a gente tem perda”, disse.
Na prática, os 10% iniciais ficam sob responsabilidade de quem realiza a tarefa: é o momento de formular a ideia, pensar no conteúdo e elaborar a primeira mensagem. Em seguida, a IA pode ser usada nos 80% seguintes para revisar textos e fazer correções. Os 10% finais retornam ao profissional, que deve conferir o resultado e manter a responsabilidade pelo material.
Aplicações para pequenos negócios
Elemar também afirmou que empresas menores podem recorrer à inteligência artificial para tornar atividades diárias mais práticas. Entre os exemplos citados estão a revisão de documentos, a produção de documentação e a elaboração de material promocional.
Para o especialista, a tecnologia funciona como apoio, sem eliminar a autoria e a capacidade crítica de quem a utiliza. O uso pode ocorrer nos bastidores e facilitar tarefas rotineiras.
Método para projetos corporativos
Elemar Jr., CEO da eximia.co e Microsoft Regional Director, desenvolveu o Metamodelo para Criação, um framework voltado à estruturação de projetos de inovação. A proposta pode ser aplicada desde a criação de áreas de inteligência artificial até a formação de empresas inteiras.
O método busca conduzir iniciativas do zero à independência operacional. Elemar relaciona sua criação à própria experiência profissional: “Tudo o que deu certo seguia o mesmo roteiro, e o que não deu foi porque negligenciei alguma etapa”.








