Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Pressão sobre Lula cresce com suspeitas que envolvem Alexandre de Moraes

A possível chegada de Moraes à presidência do STF em 2027 aumenta o custo político da crise para o governo Lula.

Pressão sobre Lula cresce com suspeitas que envolvem Alexandre de Moraes
Foto: Wilton Junior/Estadão

A possibilidade de Alexandre de Moraes assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2027 elevou a pressão sobre Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente tenta se afastar das suspeitas que envolvem o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas avalia que o episódio causa mais danos à sua imagem do que as denúncias contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A crise ocorre em um momento de preocupação no governo e na campanha com o desempenho eleitoral. Aliados ainda apostam em uma vitória de Lula por margem apertada, mas os gestos e as declarações do presidente passaram a ser calculados para evitar novas associações com Moraes. As redes sociais são monitoradas, enquanto o Planalto e a campanha aguardam a próxima grande pesquisa eleitoral.

A relação entre Lula e o ministro ganhou força depois dos episódios do 8 de Janeiro. A atuação de Moraes nos inquéritos e julgamentos ligados aos atos golpistas aproximou a imagem dos dois perante o público. Com isso, o desgaste do magistrado passou a atingir o presidente de maneira mais direta.

Documentos apontam que Vorcaro e Moraes trocaram 51 mensagens em 21 dias. O conteúdo levantou suspeitas de corrupção, exploração de prestígio e advocacia administrativa. Também voltou ao centro do debate o uso do inquérito das fake news, relacionado a acusações de vingança pessoal contra o ministro.

Crises anteriores tiveram impacto diferente

O primeiro episódio ligado ao Caso Master ocorreu após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 18 de junho. Na ocasião, Jaques Wagner, então líder do governo no Senado, foi alcançado pelas investigações. O caso, porém, não produziu efeitos duradouros sobre a campanha de Lula.

Em agosto, as suspeitas relacionadas às fraudes no INSS chegaram ao entorno presidencial com a revelação de que Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-chefe de gabinete de Lula, havia recebido dinheiro da lobista Roberta Luchsinger. Ele foi exonerado antes da divulgação, e o episódio não se consolidou como uma crise para o presidente.

No mesmo mês, documentos da Polícia Federal indicaram que Lulinha teria participação ativa em um suposto esquema de tráfico de influência. Ele também foi citado como destinatário de pagamentos de um empresário com interesses no governo. Lula cobrou explicações publicamente, elevou o tom contra os críticos e reforçou ataques a Flávio Bolsonaro. O episódio afetou as pesquisas, mas petistas avaliavam que o tema poderia ser contrabalançado por questionamentos sobre o caso Dark Horse.

A estratégia de deslocar o foco para denúncias contra André Mendonça, relator no STF dos casos Master e INSS, pode não produzir o efeito esperado. A crise envolvendo Moraes ganhou dimensão própria, e Lula gravou um vídeo defendendo reforma do Judiciário e investigações. A mensagem, contudo, não citou medidas específicas para enfrentar o problema.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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